Boko Haram já sequestrou mais de 2 mil mulheres, segundo ONG

Por BBC Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Anistia Internacional diz que mais de 2 mil garotas e mulheres foram sequestradas pelos extremistas desde o início de 2014

BBC

As cerca de 200 meninas e 93 mulheres resgatadas na última terça-feira de bases do Boko Haram por forças de segurança da Nigéria são apenas uma parcela do número total de jovens em poder do grupo. Segundo a Anistia Internacional mais de 2 mil garotas e mulheres foram sequestradas pelos extremistas desde o início do ano passado.

Hoje: Exército da Nigéria resgata 293 mulheres sequestradas pelo Boko Haram

Ativistas dizem que Boko Haram já sequestrou mais de 2 mil mulheres
AFP
Ativistas dizem que Boko Haram já sequestrou mais de 2 mil mulheres

Testemunhas: Boko Haram sequestra mais 20 mulheres na Nigéria

A notícia do resgate das jovens, em uma operação de grandes proporções nas florestas de Sambisa, criou esperanças de que entre elas estariam as 200 estudantes levadas de uma escola em Chibok em abril de 2014.

Mas autoridades do país disseram que, embora não esteja descartada a hipótese de que entre as libertadas estejam algumas das vítimas de Chibok, não se trata do mesmo grupo. As resgatadas estão sendo identificadas e ouvidas.

Segundo o correspondente da BBC na Nigéria, Will Ross, os jihadistas do Boko Haram consideram as 200 estudantes um alvo de grande importância política. Por isso elas seriam mantidas capturadas sob grande proteção.

De acordo com Ross, não está claro se as jovens estão ou não em áreas controladas pelo grupo nas florestas de Sambisa.

Operações militares

Nos últimos meses, forças nigerianas retomaram a maioria do território controlado pelo Boko Haram, segundo o correspondente da BBC Tomi Oladipo. O general nigeriano Chris Olukolade disse que as quase 300 reféns foram libertadas como resultado de uma operação que ainda está sendo realizada. Ele afirmou que após conseguir informações de inteligência sobre as bases do Boko Haram, os locais foram atacados pela terra e pelo ar.

Em outubro do ano passado, o governo da Nigéria chegou a afirmar que teria fechado um acordo com o Boko Haram que envolveria um cessar-fogo e a libertação das 200 jovens. Porém, mais tarde, a notícia foi negada pelo grupo extremista.

219 meninas protestaram nas ruas de Abuja, capital da Nigéria, em memória às alunas raptadas há um ano em Chibok. Foto: AP Durante a manifestação, cada uma carregou um cartaz com o nome de uma vítima de sequestro. Foto: APUm dos cartazes que as manifestantes levaram foi com os dizeres: "elas também têm sonhos" . Foto: APOutro cartaz levado pelas manifestantes foi "traga de volta nossas garotas". Foto: APGarotas também levaram fotos de vítimas sequestradas pelo grupo Boko Haram . Foto: APHá um ano, Boko Haram sequestrava mais de 200 estudantes na Nigéria. Foto: APNo mesmo dia em que garotas protestaram em memória às vítimas, o presidente da Nigéria disse que não sabe se será possível encontrar as desaparecidas. Foto: APAlguns parentes das garotas sequestradas também compareceram ao protesto. Foto: APAté mulheres com crianças de colo participaram do protesto em memória às vítimas sequestradas. Foto: APMartha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

O sequestro das garotas de Chibok deflagrou uma onda de críticas e mobilização internacional. Muitas pessoas participaram de uma campanha em redes sociais para a devolução das jovens.

Diversas nações, incluindo os Estados Unidos e a China, ofereceram ajuda para localizar as garotas. Embora tenham surgido notícias de identificação de algumas delas, nenhuma foi resgatada até agora.

Níger

Enquanto isso, o governo vizinho do Níger deu mais detalhes sobre uma batalha contra o Boko Haram em uma ilha no lago Chad. Segundo o Níger, 28 civis morreram quando o grupo atacou a ilha Karamga. Ao menos 150 combatentes jihadistas e 46 militares do governo morreram na ação. Porém, órgãos de imprensa locais disseram que as baixas nas fileiras do governo foram muito maiores.

As ações do Boko Haram e a campanha militar contra a organização resultaram em 15.500 mortes desde 2012. A violência se espalhou recentemente para os países vizinhos Níger, Chade e Camarões.

Leia tudo sobre: boko haramnigeria

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas