Imprudência de Lee Joon-seok deixou mais de 300 mortos; ele havia sido condenado a 36 anos em 2014, mas pena foi revista

O comandante da balsa sul-coreana Sewol que afundou no dia 16 de abril de 2014 matando mais de 300 passageiros, foi condenado nesta terça-feira (28) à prisão perpétua.

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lee Joon-seok, capitão do barco sul-coreano Sewol, chega algemado ao Tribunal do Distrito de Gwangju, Coreia do Sul (27/10/2014)
AP
lee Joon-seok, capitão do barco sul-coreano Sewol, chega algemado ao Tribunal do Distrito de Gwangju, Coreia do Sul (27/10/2014)

Novembro:  Capitão de balsa sul-coreana naufragada é condenado a 36 anos de prisão

A maioria das vítimas era estudante em passeio escolar. Lee Joon-seok, de 69 anos, tinha sido condenado a 36 anos de prisão em novembro em primeira instância, por negligência e abandono do navio. Porém, ele foi absolvido de homicídio, desagradando aos familiares das vítimas.

Com isso, a Corte de Apelo de Gwangju reconheceu hoje a acusação de homicídio, agravando a pena. Outros 14 membros da tripulação foram condenados em segunda instância a penas de 18 meses a 12 anos de prisão.

O naufrágio da balsa ocorreu por múltiplos fatores, de acordo com as investigações, como excesso de peso e incompetência da tripulação. Ao todo, 450 pessoas estavam a bordo da embarcação no dia 16 de abril de 2014.

As buscas pelos corpos das vítimas foram encerradas em novembro do ano passado, mesmo sem a localização de nove corpos.

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