Caixões vazios chegam a ilha-prisão da Indonésia antes de fuzilamentos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Nove detentos, todos condenados por tráfico de drogas, foram avisados no fim de semana que seriam executados em 72 horas

Ambulâncias transportando caixões vazios chegaram nesta terça-feira (28) à ilha prisional enquanto parentes se despedem de seus entes queridos condenados à morte em sinal de que a Indonésia vai iminentemente executar oito estrangeiros e um indonésio, apesar de protestos internacionais e pedidos por misericórdia.

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Ambulância transportando caixão vazio chega ao porto de Wijayapura para atravessar rumo a ilha-prisão de Nusakambangan, em Cilacap, Indonésia
AP
Ambulância transportando caixão vazio chega ao porto de Wijayapura para atravessar rumo a ilha-prisão de Nusakambangan, em Cilacap, Indonésia

Hoje: Prima de brasileiro condenado à morte na Indonésia chega a local das execuções

Os nove detentos, todos condenados por tráfico de drogas, foram avisados no fim de semana que seriam executados em 72 horas por um pelotão de fuzilamento. As Nações Unidas têm argumentado que os crimes cometidos pelos detentos não são o suficiente para justificar a pena capital.

A Indonésia não disse exatamente quando as execuções serão realizadas. Mas a chegada dos caixões e visitas das famílias desta terça, junto aos comentários de advogados e os protocolos de execução habituais, sugerem que os presos vão ser mortos após a meia-noite.

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Os familiares foram autorizados a visitar os presos até às 20h, disse Tony Spontana, porta-voz do procurador-geral da Indonésia.

"Todos os funcionários, promotores, pelotões de fuzilamento e ambulâncias estão no local, por isso acho que a hora (das execuções) está chegando", disse ele aos repórteres. "Então, no momento, estamos entrando no período de silêncio sobre as execuções, que serão realizadas esta semana."

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O brasileiro Rodrigo Gularte e mais dois australianos, uma filipina e quatro nigerianos, além de um indonésio, todos condenados por tráfico de drogas, poderão ser fuzilados entre a noite desta terça e quarta, no horário de Jacarta. 

O paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte foi preso quando tentava entrar na Indonésia com drogas escondidas em pranchas de surf. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo Gularte, de 42 anos, poderá ser fuzilado com outros traficantes na Indonésia. Foto: Reprodução/YoutubeO brasileiro foi diagnosticado com esquizofrenia e a defesa tenta convencer autoridades. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo gostava de surfar desde a adolescência, de acordo com a mãe dele, Clarisse . Foto: Reprodução/YoutubeA mãe de Rodrigo Gularte, Clarisse, mostra foto do brasileiro na praia com os amigos. Foto: Reprodução/YoutubeClarisse já fez até apelo direto para Dilma Rousseff para livrar o filho Rodrigo da morte na Indonésia. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo Gularte foi condenado à morte em 2005 por chegar à Indonésia com seis quilos de cocaína. Foto: Reprodução/FacebookSegundo imprensa local, execução de Gularte deveria ocorrer ainda neste mês. Foto: AFPBrasileiro condenado a morte na Indonésia por tráfico de drogas foi executado no dia 17 de janeiro. Foto: Reprodução/YoutubeExecução foi feita mesmo após pedidos de cancelamento feitos pelo governo brasileiro. Foto: ReproduçãoMarco Archer Cardoso Moreira, 53, foi executado na madrugada de domingo (17) no horário indonésio – por volta das 15h no Brasil. Foto: Reprodução/FacebookMoreira era solteiro, não tinha filhos e seus pais haviam morrido; uma tia foi visitá-lo na Indonésia antes da execução. Foto: Reprodução/FacebookO brasileiro foi preso em 2003 ao entrar no aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína. Foto: Reprodução/InternetBalsa foi usada para transportar brasileiro para local da execução. Foto: AP

O francês Serge Atlaoui, de 51 anos, foi retirado desta lista de execuções, no sábado, devido a um recurso que está tramitando na Justiça indonésia.

O presidente indonésio, Joko Widodo, está implementando uma linha dura contra os traficantes de drogas no país e se recusa a desistir das execuções.

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon pediu, no domingo (26), para o governo indonésio não executar as nove pessoas, reiterando a tradicional oposição da instituição à pena capital.

Já o governo do Brasil continua com os esforços diplomáticos para tentar evitar a execução do brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, embora as autoridades indonésias já tenham confirmado que ele também será fuzilado.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse, no sábado, que o governo prossegue os contatos regulares de mais “alto nível” com Jacarta, para tentar convencer a Indonésia a suspender a execução por razões humanitárias, uma vez que Gularte sofre de esquizofrenia.

Gularte foi preso em julho de 2004 após entrar na Indonésia com 6 quilos de cocaína escondidos dentro de pranchas de surfe e foi condenado à morte em 2005.

*Com AP e Agência Brasil


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