Brasileiro será fuzilado a partir das 14h desta terça-feira, afirma Indonésia

Por Agência Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

"Não há mais o que fazer", disse o encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil na Indonésia, Leonardo Carvalho Monteiro

Agência Brasil

O brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42 anos, condenado por tráfico de drogas na Indonésia, será fuzilado por volta das 14h desta terça-feira (28), horário de Brasília (0h de amanhã (29) no horário de Jacarta), de acordo com diplomata brasileiro.

Hoje: União Europeia, França e Austrália pedem suspensão de fuzilamentos à Indonésia

Rodrigo Gularte ao lado da mãe, Clarisse. Ele deve ser executado nesta terça (28)
Reprodução/Youtube
Rodrigo Gularte ao lado da mãe, Clarisse. Ele deve ser executado nesta terça (28)

Perfil: Drogas e bipolaridade marcaram adolescência de brasileiro na Indonésia

"Não há mais o que fazer", disse à Agência Brasil, por telefone, o encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil na Indonésia, Leonardo Carvalho Monteiro, que está no local.

De acordo com o diplomata que chefia a chancelaria brasileira em Jacarta desde janeiro, quando a presidente Dilma Rousseff convocou para consultas o embaixador Paulo Alberto da Silveira Soares depois da execução de Marco Acher. A prima de Gularte, Angelita Mauxfeldt, já foi informada do cumprimento da pena e esteve com ele por volta das 14h desta, horário de Jacarta.

Segundo Carvalho, a prima dele, que tem acompanhado a situação nos últimos meses e o visitou nos últimos três dias, ficará em uma sala próxima ao local da execução. Depois do cumprimento da pena, será feito o reconhecimento do corpo pela prima e por representantes da embaixada brasileira em Jacarta.

O brasileiro foi diagnosticado com esquizofrenia e a defesa tenta convencer autoridades. Foto: Reprodução/YoutubeO paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte foi preso quando tentava entrar na Indonésia com drogas escondidas em pranchas de surf. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo Gularte, de 42 anos, poderá ser fuzilado com outros traficantes na Indonésia. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo gostava de surfar desde a adolescência, de acordo com a mãe dele, Clarisse . Foto: Reprodução/YoutubeA mãe de Rodrigo Gularte, Clarisse, mostra foto do brasileiro na praia com os amigos. Foto: Reprodução/YoutubeClarisse já fez até apelo direto para Dilma Rousseff para livrar o filho Rodrigo da morte na Indonésia. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo Gularte foi condenado à morte em 2005 por chegar à Indonésia com seis quilos de cocaína. Foto: Reprodução/FacebookSegundo imprensa local, execução de Gularte deveria ocorrer ainda neste mês. Foto: AFPBrasileiro condenado a morte na Indonésia por tráfico de drogas foi executado no dia 17 de janeiro. Foto: Reprodução/YoutubeExecução foi feita mesmo após pedidos de cancelamento feitos pelo governo brasileiro. Foto: ReproduçãoMarco Archer Cardoso Moreira, 53, foi executado na madrugada de domingo (17) no horário indonésio – por volta das 15h no Brasil. Foto: Reprodução/FacebookMoreira era solteiro, não tinha filhos e seus pais haviam morrido; uma tia foi visitá-lo na Indonésia antes da execução. Foto: Reprodução/FacebookO brasileiro foi preso em 2003 ao entrar no aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína. Foto: Reprodução/InternetBalsa foi usada para transportar brasileiro para local da execução. Foto: AP

Galeria: Veja o desespero das famílias na despedida aos presos na Indonésia

No sábado (25), os condenados receberam a notificação da execução, que ocorre 72 horas após. Além de Gularte, detido em 2004 ao tentar entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína em pranchas de surfe e condenado a morte um ano depois, sete estrangeiros e um indonésio também devem ser executados. Na fila de execução há cidadãos da Austrália, das Filipinas, Nigéria e de Gana.

Em janeiro, a Indonésia executou seis traficantes de drogas incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o que causou uma crise diplomática entre a Indonésia e o Brasil.

Jacarta: Caixões vazios chegam a ilha-prisão da Indonésia antes de fuzilamentos

O país asiático, que retomou as execuções em 2013, após cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais 57 condenados por tráfico de drogas, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.

*Colaborou Danilo Macedo

Leia tudo sobre: execucoes na indonesiaindonesiagularte

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas