Itamaraty pede a suspensão do fuzilamento de brasileiro na Indonésia

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Rodrigo Gularte pode ser fuzilado até quarta-feira (29); ele foi condenado por tráfico de drogas e cumpre pena em Cilacap

Agência Brasil

O Ministério de Relações Exteriores do Brasil entregou ao encarregado de negócios da Embaixada da Indonésia nesta segunda-feira (27), em Brasília, nota diplomática onde condena a execução do brasileiro Rodrigo Gularte e pede que o ato seja suspenso.

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Rodrigo Gularte foi preso em território indonésio quando tentava entrar no país com drogas (Arquivo)
Reprodução/Youtube
Rodrigo Gularte foi preso em território indonésio quando tentava entrar no país com drogas (Arquivo)

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Gularte foi condenado por tráfico de drogas. No último sábado (25), o governo da Indonésia convocou representantes dos presos e diplomatas de seus países de origem para reunião na prisão de Nusakambangan, em Cilacap, a cerca de 400 quilômetros de Jacarta, capital do país, para informar sobre a execução. Pelas leis da Indonésia, a execução ocorre em até 72 horas após a comunicação oficial do cumprimento da pena.

Na nota diplomática, documento que na linguagem diplomática serve para expressar contrariedade de um governo – entregue no domingo (26) ao representante do governo indonésio no Brasil e também a autoridades em Jacarta –, o Itamaraty pede que as autoridades indonésias levem em consideração a questão humanitária, a situação de saúde de Gularte – que sofre esquizofrenia –, os direitos humanos e o respeito à vida.

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No documento, o governo brasileiro reitera a tese de ineficácia da pena de morte no combate ao tráfico de drogas.

A defesa dde Gularte também tenta adiar a execução pena com um pedido revisão judicial do caso. É a segunda vez que o advogado do brasileiro tenta esse recurso. O primeiro foi negado pela Justiça da Indonésia.

O paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte foi preso quando tentava entrar na Indonésia com drogas escondidas em pranchas de surf. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo Gularte, de 42 anos, poderá ser fuzilado com outros traficantes na Indonésia. Foto: Reprodução/YoutubeO brasileiro foi diagnosticado com esquizofrenia e a defesa tenta convencer autoridades. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo gostava de surfar desde a adolescência, de acordo com a mãe dele, Clarisse . Foto: Reprodução/YoutubeA mãe de Rodrigo Gularte, Clarisse, mostra foto do brasileiro na praia com os amigos. Foto: Reprodução/YoutubeClarisse já fez até apelo direto para Dilma Rousseff para livrar o filho Rodrigo da morte na Indonésia. Foto: Reprodução/YoutubeRodrigo Gularte foi condenado à morte em 2005 por chegar à Indonésia com seis quilos de cocaína. Foto: Reprodução/FacebookSegundo imprensa local, execução de Gularte deveria ocorrer ainda neste mês. Foto: AFPBrasileiro condenado a morte na Indonésia por tráfico de drogas foi executado no dia 17 de janeiro. Foto: Reprodução/YoutubeExecução foi feita mesmo após pedidos de cancelamento feitos pelo governo brasileiro. Foto: ReproduçãoMarco Archer Cardoso Moreira, 53, foi executado na madrugada de domingo (17) no horário indonésio – por volta das 15h no Brasil. Foto: Reprodução/FacebookMoreira era solteiro, não tinha filhos e seus pais haviam morrido; uma tia foi visitá-lo na Indonésia antes da execução. Foto: Reprodução/FacebookO brasileiro foi preso em 2003 ao entrar no aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína. Foto: Reprodução/InternetBalsa foi usada para transportar brasileiro para local da execução. Foto: AP



Além de Gularte, sete estrangeiros e um indonésio condenados à morte por tráfico de drogas já foram levados para a ilha onde fica localizada a prisão de segurança máxima. Lá são executadas as penas de morte. Na fila de execução há cidadãos da Austrália, das Filipinas, da Nigéria e de Gana.

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Em janeiro, a Indonésia executou seis traficantes de drogas, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o que causou uma crise diplomática entre a Indonésia e o Brasil. O país asiático, que retomou as execuções em 2013 após cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais 57 condenados por tráfico de drogas, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.

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