Em tom conciliador após discurso sobre genocídio, Turquia espera Papa em evento

Por Ansa |

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Frase do Papa sobre genocídio armênio causou uma crise diplomática com a Turquia e fez com que o governo de Recep Tayyip Erdogan convocasse seu embaixador na Santa Sé

Papa lembrou de genocídios recentes
AP Photo/Gregorio Borgia
Papa lembrou de genocídios recentes

Durante o evento que lançou o pavilhão da Turquia na Expo Milão 2015, o vice-ministro da Economia, Adnan Yildirim, afirmou nesta segunda-feira (27) que o país espera receber o papa Francisco durante o evento em Milão.

ENTENDA: Papa Francisco chama mortes na Armênia de genocídio

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"Ficaríamos felizes em dar as boas-vindas ao Santo Padre se ele quiser visitar o pavilhão da Turquia na Expo. Se ele não puder, estaremos felizes em receber uma delegação do Vaticano para que eles possam observar os valores da civilidade histórica da Turquia", destacou Yildirim.

A afirmação do vice-titular da pasta foi dada depois de um jornalista questionar sobre qual seria a reação turca se o Pontífice visitasse o local após as afirmações sobre o "genocídio" armênio. No dia 12 de abril, Jorge Mario Bergoglio afirmou em uma missa que a morte de mais de 1,5 milhões de armênios havia sido um "genocídio" e não um massacre. Os turcos negam uma eliminação em massa do povo local e dizem que a morte deles foi decorrente da Primeira Guerra Mundial. A frase do Papa causou uma crise diplomática entre os dois países e fez com que o governo de Recep Tayyip Erdogan convocasse seu embaixador na Santa Sé.

Sobre o episódio, Yildirim afirmou que "o Santo Padre falou palavras que a Turquia não esperava e, talvez, nem o Vaticano esperasse". Segundo ele, a nação "sempre esteve à disposição de todos os historiadores do mundo, abrindo seus arquivos internacionais e militares".
"Achamos que todas as relações voltarão a ser como antes e a Turquia estará sempre à disposição", finalizou o vice-ministro. Antes do tom conciliador dessa segunda-feira, os turcos chegaram a chamar o discurso do Papa de "calúnia" e de um "lobby" contra o país.

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