OMS estima que 278 milhões de pessoas ainda não têm acesso às redes mosquiteiras com inseticida que protegem da doença

Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quinta-feira (23) para o elevado número de mortes – 600 mil – causadas pela malária em todo o mundo. Para a OMS, é urgente que as autoridades reforcem as ações de prevenção e combate à doença.

A crescente resistência do parasita da malária ao medicamento de última geração artemisinin está acentuando as fragilidades na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da doença, ressalta a entidade.

Na Índia, assistente coleta amostra de sangue de idosa com suspeita de ter adquirido malária
AP
Na Índia, assistente coleta amostra de sangue de idosa com suspeita de ter adquirido malária

O coordenador do Programa de Malária Global da OMS, Richard Cibulskis, destacou os progressos na luta contra a doença. Ele disse que, entre 2000 e 2013, a incidência global da malária caiu 30% e o número de mortes, 40%.

Ainda assim, a luta não está ganha, disse Cibulskis na véspera do Dia Mundial da Luta contra a Malária, a ser celebrado no dia 25 de abril.

A doença matou 584 mil pessoas em 2013 – crianças abaixo dos 5 anos representam pelo menos três quartos dessas mortes, segundo dados divulgados pela OMS. A entidade estima que 278 milhões de pessoas ainda não têm acesso às redes mosquiteiras com inseticida que protegem as populações da doença.

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A maior preocupação da OMS neste momento é com a resistência do parasita ao artemisinin, detectada no Sudeste Asiático e há suspeitas de que o mesmo esteja acontecendo na América do Sul.

O parasita da malária é transmitido por picadas de mosquitos que infectam os glóbulos vermelhos do sangue.

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