Suspeito de ter matado uma jovem, estudante de 24 anos foi flagrado com arsenal de armas, incluindo três fuzis AK-47

Um extremista islâmico com um arsenal de armas carregadas foi impedido de abrir fogo contra frequentadores de uma igreja parisiense quando acidentalmente atirou em sua própria perna, afirmaram as autoridades francesas, nesta quarta-feira (22).

François Molins, promotor francês, durante coletiva de imprensa coletiva nesta quarta-feira
AP
François Molins, promotor francês, durante coletiva de imprensa coletiva nesta quarta-feira

O estudante de Ciências da Computação de 24 anos, também suspeito de ter matado uma jovem cujo corpo foi encontrado no domingo (19), começou a ser marcado pelas autoridades devido à sua intenção de viajar à Síria, explicou o ministro do Interior do país, Bernard Cazeneuve.

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O promotor parisiense François Mollins disse que o suspeito – um argelino que vive na França há vários anos – foi preso depois de aparentemente atirar em na própria perna por acidente e chamar uma ambulância, no domingo. Ele aguardou a emergência na parte de fora do prédio de apartamentos onde mora quando a polícia chegou.

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Os agentes, então, seguiram uma trilha de sangue que os levou ao carro do suspeito, no qual foram encontradas armas carregadas e anotações sobre alvos potenciais.

Além disso, uma busca em sua residência encontrou mais armas, incluindo três fuzis AK 47, ao lado de telefones e computadores que, segundo a polícia, foram utilizados para ele se comunicar com alguma pessoa que pode ter estado recentemente na Síria, afirmou Molins.

Na ligação, a pessoa "explicitamente lhe pediu para atacar a igreja", especificando a ordem como um ataque iminente.

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A polícia ainda encontrou no apartamento do suspeito vasto material em árabe citando o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. No entanto, não existem evidências da ligação do homem com esses grupos.

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