Erro de capitão e superlotação de navio provocaram acidente que matou 800

Por Agência Lusa |

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Capitão da embarcação, Mohammed Ali Malek, foi detido por suspeita de homicídio na tragédia no Mediterrâneo

Autoridades italianas informaram nesta terça-feira (21) que o pior desastre com migrantes no Mediterrâneo, que deixou cerca de 800 mortos, foi provocado por erros do capitão e pela superlotação da embarcação.

De acordo com a Procuradoria da Catânia (Sicília), a embarcação colidiu com um cargueiro de bandeira portuguesa, mas absolveu a tripulação do navio mercante de qualquer responsabilidade na tragédia.

O órgão considerou que a embarcação virou depois da colisão por causa de erros de manobra do capitão e a movimentos de pânico das centenas de migrantes que ocupavam o antigo barco de cerca de 20 metros de comprimento.

Oficial da marinha italiana dá instruções aos imigrantes esperando para desembarcar no porto de Messina, na Sicília, na Itália . Foto: APJornalistas aguardam a chegada dos botes com os sobreviventes dos naufrágios no porto de Catânia, na Itália . Foto: APNesta imagem tirada de vídeo disponibilizado pela Guarda Costeira italiana, navio de resgate  faz operação salvamento no mar Mediterrâneo, ao sul da ilha de Lampedusa. Foto: AP/Reprodução de TV A operação de salvamento tenta buscar sobreviventes de um barco que transportava imigrantes e capotou ao norte da Líbia. Foto: AP/GettyImages/ReproduçãoImigrantes recebem ajuda de profissionais de resgate médico no porto italiano de Messina. Foto: AP/Reprodução de TV Imigrantes na Itália . Foto: APMembro da Cruz Vermelha carrega bebê enrolado em um cobertor após os imigrantes sicilianos desembarcaram em Porto de Empedocle, no último dia 13 de abril. Foto: AP


O capitão da embarcação, o tunisino Mohammed Ali Malek, 27 anos, foi detido por suspeita de homicídio. Ele é acusado de ter causado o naufrágio e de apoiar a imigração ilegal. O tripulante sírio Mahmud Bikhit, 25 anos, também foi detido por suspeita de apoio à imigração ilegal.

Os procuradores disseram que pedirão ainda hoje a um juiz para autorizar a ampliação da detenção dos dois homens, de modo a aprofundar a investigação e possivelmente apresentar uma acusação formal.

Apenas 28 pessoas, incluindo os dois homens detidos, sobreviveram ao desastre de domingo (19). Considerando ser impossível verificar o número exato de mortos, os procuradores disseram ser claro apenas que centenas de pessoas morreram, incluindo crianças. Entre os mortos, muitos estavam presos no convés inferior.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados estabeleceu o balanço de 800 mortos, tendo por base testemunhos iniciais dos sobreviventes.

Um relatório do capitão do cargueiro de bandeira portuguesa, que se deslocou para o local do naufrágio a pedido das autoridades italianas, calculava que cerca de 850 pessoas estavam a bordo da embarcação.

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