Comissão Europeia apresenta plano para prevenir tragédias no Mediterrâneo

Por Agência Brasil * | - Atualizada às

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Após naufrágios dos últimos dias, mais de mil migrantes seguem desaparecidos no mar; travessias têm matado milhares

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Jornalistas aguardam a chegada dos botes com os sobreviventes dos naufrágios no porto de Catânia, na Itália . Foto: APNesta imagem tirada de vídeo disponibilizado pela Guarda Costeira italiana, navio de resgate  faz operação salvamento no mar Mediterrâneo, ao sul da ilha de Lampedusa. Foto: AP/Reprodução de TV A operação de salvamento tenta buscar sobreviventes de um barco que transportava imigrantes e capotou ao norte da Líbia. Foto: AP/GettyImages/ReproduçãoImigrantes recebem ajuda de profissionais de resgate médico no porto italiano de Messina. Foto: AP/Reprodução de TV Imigrantes na Itália . Foto: APMembro da Cruz Vermelha carrega bebê enrolado em um cobertor após os imigrantes sicilianos desembarcaram em Porto de Empedocle, no último dia 13 de abril. Foto: AP

O comissário europeu para a Migração, Dimitris Avramopoulos, apresentou, nesta segunda-feira (20), um plano com dez ações imediatas para prevenir novas tragédias no Mar Mediterrâneo. Ele divulgou a lista durante uma reunião extraordinária de ministros dos Negócios Estrangeiros e do Interior da União Europeia, realizada em Luxemburgo.

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Entre as ações estão o aumento das operações da União Europeia no Mediterrâneo, com reforço do financiamento e dos meios disponíveis de patrulha. O plano será apreciado na próxima quinta-feira (23) pelos líderes europeus, convocados em caráter extraordinário pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, após o naufrágio que deixou pelo menos 700 mortos no fim de semana.

O plano prevê também um “esforço sistemático” para capturar e destruir embarcações utilizadas pelos traficantes de seres humanos, encontros regulares entre instituições como Europol (abreviatura de Serviço Europeu de Polícia), Frontex (sigla, em inglês, para Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia) e Eurojust (sigla, em inglês, para Unida da União Europeia para Cooperação Judicial), projetos-piloto de integração de requerentes de asilo, e intensificação do diálogo com os países do Norte de África, entre outras ações com caráter de urgência.

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"Essas dez ações com as quais hoje acordamos são medidas diretas e substanciais que tomaremos para fazer a diferença no horizonte imediato", informa nota oficial conjunta da alta representante da UE para Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, e do comissário para a Migração. "Todas [as medidas] exigem o nosso esforço comum, das instituições europeias e dos 28 Estados-membros. Vamos apresentar estas propostas ao Conselho Europeu para discutir a situação no Mediterrâneo."

* Com Agência Lusa

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