Cuba elogia decisão dos EUA após ser retirado de 'lista do terror'

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Decisão de Obama foi enviada ao Congresso para análise; ação faz parte das exigências para retomar relações entre os países

Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba reconheceu como justa a decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de retirar a ilha da lista de países que patrocinam o terrorismo. A decisão de Obama foi enviada ao Congresso na manhã de terça-feira para análise.

Ontem: Obama aprova retirada de Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo

Os presidentes Raúl Castro, de Cuba, e Barack Obama, dos EUA
Reprodução/ Agência Brasil
Os presidentes Raúl Castro, de Cuba, e Barack Obama, dos EUA

Leia: Barack Obama e Raúl Castro anunciam aproximação histórica entre Cuba e EUA

Os congressistas devem decidir se permitirão a retirada de Cuba da relação de países que apoiam o terrorismo no mundo. O país vem sendo mantido na lista há 30 anos e a retirada é uma das reivindicações do governo cubano para a continuidade do processo de retomada das relações com os Estados Unidos.

"O governo cubano reconheceu a justa decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de eliminar Cuba de uma lista em que nunca deveria ter sido incluída, especialmente considerando que o país foi vítima de centenas de atos de terrorismo que custaram a vida de 3.478 pessoas e feriram 2.099 cidadãos", diz comunicado da chefe do Ministério das Relações Exteriores cubano para Assuntos dos Estados Unidos, Josefina Vidal.

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (17) uma série de mudanças nas relações entre o país e Cuba. Foto: AP Photo/Doug Mills, PoolO líder de Cuba, Raúl Castro, discursa sobre retomada das relações com os EUA, nesta quarta-feira. Foto: Youtube/ReproduçãoPresidente Barack Obama durante discurso no Salão Leste da Casa Branca em Washington, EUA . Foto: APEstados Unidos e Cuba não se relacionam desde 1962 -  obstáculos às relações econômicas foram adotados pelos EUA. Foto: AP Photo/SABC Pool, FileFotos mostra Alan Gross, ex-prisioneiro americano libertado por Cuba, chegando na Andrews Air Force Base. Foto: AP Photo/Sen. Jeff FlakeAlan Gross com sua esposa, Judy, antes de deixar Cuba. Foto: AP Photo/Sen. Jeff FlakeFoto de Alan Gross, prisioneiro americano libertado por Cuba. Foto: AP Photo/James L. Berenthal, FileAlan Gros, prisioneiro americano libertado por Cuba, e sua mulher, Judy Gross, em local desconhecido . Foto: AP Photo/Gross Family, File

O Congresso norte-americano tem 45 dias para referendar a decisão de Obama. A Casa Branca informou que enviou aos congressistas documentos exigidos para a análise e um certificado emitido pelo Departamento de Estado que afirma que o país não patrocinou nenhum tipo de ação terrorista nos últimos seis meses.

O processo de retomada das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos foi anunciada em dezembro do ano passado. No último fim de semana, Obama e o presidente cubano, Raúl Castro, tiveram um encontro histórico no Panamá, durante a Cúpula das Américas.

Se a decisão de Obama for aprovada pelo Congresso, Cuba vai voltar a ter acesso ao sistema bancário dos Estados Unidos, autorizar a abertura de uma embaixada e facilitar a intensificação do comércio. 

Os dois países trabalham para acertar detalhes e assumir compromissos para a reabertura das respectivas embaixadas em Washington e Havana, quase uma década depois da ruptura de relações diplomáticas. A retirada da lista é uma das solicitações de Cuba, que espera pelo fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, medida que também depende do Congresso norte-americano, por meio de um projeto de lei.

* Com informações da Prensa Latina - Agência de Notícias de Cuba

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