Nigéria tem dia de protesto um ano depois do sequestro de 200 meninas

Por AP | - Atualizada às

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Durante manifestação, 219 garotas carregaram cartazes com nomes de alunas sequestradas pelo grupo radical Boko Haram

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Manifestantes andaram pelas ruas com cartazes escritos
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Manifestantes andaram pelas ruas com cartazes escritos "traga de volta nossas garotas"

Nesta terça-feira (14), 219 meninas protestaram nas ruas de Abuja, capital da Nigéria, em memória às alunas raptadas há um ano em Chibok, no nordeste da Nigéria, por militantes islâmicos do grupo Boko Haram. Durante a manifestação, cada uma carregou um cartaz com o nome de uma vítima de sequestro.

Enquanto o grito de "traga de volta as nossas meninas" continua a ser uma causa em todo o mundo, o novo presidente eleito, Muhammadu Buhari, disse que ele deve ser honesto sobre as perspectivas de conseguir as garotas desaparecidas de volta para suas famílias.

"Nós não sabemos se as meninas de Chibok podem ser resgatadas. O paradeiro delas permanece desconhecido", afirmou Buhari em um comunicado. "Por mais que eu queira, não posso prometer que podemos encontrá-las."

219 meninas protestaram nas ruas de Abuja, capital da Nigéria, em memória às alunas raptadas há um ano em Chibok. Foto: AP Durante a manifestação, cada uma carregou um cartaz com o nome de uma vítima de sequestro. Foto: APUm dos cartazes que as manifestantes levaram foi com os dizeres: "elas também têm sonhos" . Foto: APOutro cartaz levado pelas manifestantes foi "traga de volta nossas garotas". Foto: APGarotas também levaram fotos de vítimas sequestradas pelo grupo Boko Haram . Foto: APHá um ano, Boko Haram sequestrava mais de 200 estudantes na Nigéria. Foto: APNo mesmo dia em que garotas protestaram em memória às vítimas, o presidente da Nigéria disse que não sabe se será possível encontrar as desaparecidas. Foto: APAlguns parentes das garotas sequestradas também compareceram ao protesto. Foto: APAté mulheres com crianças de colo participaram do protesto em memória às vítimas sequestradas. Foto: APMartha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

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"Acreditamos que as meninas ainda estão vivas", relata Allan Manassés, irmão da sequestrada Maryamu Onda, de 18 anos, em entrevista à AP. Porém, fica claro que, a cada dia que passa, a esperança diminui.

Alguns ativistas têm substituído o slogan de "traga de volta as nossas meninas – agora e vivas" pela frase "nunca serão esquecidas."

Solamipe Onifade, de 16 anos, foi uma das garotas que marcharam pelas alunas. "Estamos aqui para apelar ao governo que eles façam melhor. Queremos as nossas meninas agora e vivas", declarou.

Uma marcha à luz de velas também foi planejada para o fim da tarde desta terça-feira.

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