Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos se encontraram na 7ª Cúpula das Américas, neste sábado, no Panamá

Presidente Dilma Rousseff em encontro bilateral com Barack Obama (EUA), na 7ª Cúpula das Américas, no Panamá
AP Photo
Presidente Dilma Rousseff em encontro bilateral com Barack Obama (EUA), na 7ª Cúpula das Américas, no Panamá

A presidente Dilma Rousseff vai a Washington em 30 de junho para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A informação foi divulgada após encontro bilateral entre os dois líderes de estado, realizado neste sábado (11), na 7ª Cúpula das Américas, no Panamá.

O encontro terá como missão melhorar as relações entre os dois países, que ficou estremecida após a divulgação do escândalo das escutas telefônicas operadas pela agência de informação dos Estados Unidos. A presidente Dilma foi grampeada pelos norte-americanos, assim como outros chefes de estado, entre eles a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

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Documentos vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, fizeram Dilma cancelar uma visita de Estado que faria a Washington em outubro de 2013. Ela também fez um duro discurso perante a Assembleia Geral da ONU  em setembro de 2013 criticando os programas de monitoramento da NSA.

No início de 2014, o presidente dos EUA, Barack Obama, declarou que não haverá espionagem de chefes de Estado e de governos “amigos”.

Após o encontro, em entrevista coletiva à imprensa, Dilma brincou sobre os episódios de espionagem: "Eu disse a ele que, quando quiser saber qualquer coisa, ele liga para mim", disse sorrindo.

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Antes do encontro bilateral, Dilma e outros mandatários discursaram na Cúpula das Américas. Dilma disse que hoje foi inaugurada uma nova era nas relações hemisféricas, na qual é exigência conviver com diferentes visões de mundo sem receitas rígidas. A afirmação refere-se ao fato de essa ser à primeira conferência em que os líderes dos Estados Unidos e de Cuba participam lado a lado, desde a ruptura das relações diplomáticas, há mais de 50 anos. A presidente elogiou a “iniciativa corajosa” dos presidentes cubano e norte-americano, Raúl Castro e Barack Obama, que encerra o último 

Dilma se referiu à Guerra Fria como uma época “que tantos prejuízos nos trouxe”. Ela agradeceu igualmente a contribuição do papa Francisco, para que essa aproximação se realizasse.

“Com aplauso de todos líderes presentes nesse encontro, os dois presidentes deram uma prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da história e deixamos de lado preconceitos e antagonismos que tanto afetaram nossa sociedade”.

Veja imagens dos líderes que se encontram na Cúpula das Américas:





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