A realização do Congresso Ásia-África é a principal razão, disse porta-voz da Procuradoria; fuzilamento deve ocorrer em maio

Agência Brasil

A Procuradoria indonésia anunciou nesta quinta-feira (9) que a próxima execução de vários condenados à morte por tráfico de droga, incluindo a de um brasileiro, vai ser adiada para depois do Congresso Ásia-África, previsto para o fim do mês.

Segunda:  Veja quem está no corredor da morte da Indonésia

O ganês Martin Anderson, que está no corredor da morte após ser condenado por tráfico de drogas, é escoltado por policiais em Jakarta, Indonésia (19/03)
AP
O ganês Martin Anderson, que está no corredor da morte após ser condenado por tráfico de drogas, é escoltado por policiais em Jakarta, Indonésia (19/03)

Quadra de tênis e aulas de inglês: A vida na 'ilha das execuções' na Indonésia

"A realização do Congresso Ásia-África é a principal razão para a suspensão", disse o porta-voz da Procuradoria, Tonny T. Spontana. Ele havia informado inicialmente que a execução ocorreria em abril, informa o jornal The Jakarta Post.

O cidadão brasileiro Rodrigo Gularte, detido em 2004 com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf e condenado no ano seguinte, em 2005, está entre os 11 presos que aguardam execução.

As autoridades não querem fazer as execuções enquanto estiverem na Indonésia os líderes africanos e asiáticos que vão participar do congresso e comemorar o 60º aniversário da Conferência de Bandung, entre 18 e 24 de abril.

Apesar dos pedidos de clemência por parte dos países de origem dos condenados, como a Austrália, o Brasil e a França, o presidente indonésio, Joko Widodo, reiterou a firmeza do seu governo contra o tráfico de droga e rejeitou todos os apelos.

Em janeiro, a Indonésia executou seis traficantes, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o que causou uma crise diplomática com o Brasil.

A Indonésia, que retomou as execuções em 2013 depois de cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros aguardando execução, dos quais 57 condenados por tráfico de droga, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.

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