Mehmet Selim Kiraz não resistiu a cirurgia para se recuperar de ferimento feito por membros de partido de extrema-esquerda

As autoridades turcas decidiram nesta segunda-feira (6) bloquear o acesso ao Twitter, Facebook e YouTube no país, de acordo com o jornal "Hurriyet".

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Chefe de Segurança Selami Altinok, à dir., e o vice-procurador-geral da Turquia, Orhan Kapici, falam com a imprensa em Istambul (31/03)
AP
Chefe de Segurança Selami Altinok, à dir., e o vice-procurador-geral da Turquia, Orhan Kapici, falam com a imprensa em Istambul (31/03)

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A decisão foi tomada após perfis nas três redes sociais publicarem fotos do promotor Mehmet Selim Kiraz, morto após ser mantido refém por membros do partido de extrema-esquerda DHKP-C na semana passada.

Na terça-feira (31) ele foi sequestrado por extremistas em Istambul. Ferido no sequestro, o promotor não resistiu a uma cirurgia. Os dois responsáveis pelo crime foram mortos pela polícia.

Porta-voz da Access Providers Association, Bulent Kent relatou que a entidade recebeu uma ordem por escrito do governo para bloquear o acesso aos sites. Outros provedores, como TTNET, Turkcell, Superonline e Avea, devem receber a notificação em breve. Segundo o "Hurriyet", que afirma ter tido acesso à ordem, o texto pede o bloqueio de 166 sites que publicaram fotos do promotor.

Além das redes sociais, o documento contém links específicos de matérias publicadas por jornais turcos sobre o caso.

No ano passado, as autoridades turcas vetaram o uso do Twitter e do YouTube do dia 20 ao dia 27 de março, período que antecedeu as eleições.

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