Segundo o "The Wall Street Journal", agência alemã de transporte aéreo sofre de carência crônica de funcionários, o que prejudica fiscalização de aviões e tripulações no país

A Agência Europeia para Segurança Aérea (Easa) vem expressando já há alguns anos sua preocupação com a fragilidade dos controles, inclusive médicos, adotados por parte das autoridades alemãs do setor nas empresas nacionais, chegando até a pedir formalmente que Berlim revisasse seus procedimentos. As informações são do jornal norte-americano "The Wall Street Journal". 

O copiloto da Germanwings Andreas Lubitz: suicida e assassino de 149 pessoas nos alpes franceses
AP
O copiloto da Germanwings Andreas Lubitz: suicida e assassino de 149 pessoas nos alpes franceses

As autoridades do país têm sido bastante questionadas nos últimos dias por terem ajudado a permitir que um homem com histórico de depressão, Andreas Lubitz, ficasse sozinho na cabine de um Airbus A320 da companhia aérea Germanwings, resultando no desastre que matou 150 pessoas nos alpes franceses, em 24 de março.

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Segundo o periódico norte-americano, a agência alemã de transportes aéreos sofre de uma carência crônica de funcionários, o que poderia minar sua capacidade de realizar fiscalizações em aviões e tripulações, incluisive em relação à aplicação de exames médicos adequados.

Ainda de acordo com o "The Wall Street Journal", não está claro se a falta de sistemas de controle na Alemanha contribuiu para a tragédia, apesar de as autoridades do país terem respondido às objeções da União Europeia com a garantia de já estarem em estudos planos de ação corretivos para o setor. 

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A agência europeia de segurança aérea confirmou o teor da reportagem à emissora britânica "BBC", ressaltando que já havia indicado numerosos casos de "não conformidade" no país, além de citar que autoridades da Comissão Europeia, poder executivo do bloco, terem contatado Berlim sobre o tema no final de 2014.

Lubitz, de 27 anos, tivera um grave episódio de depressão – segundo suas próprias palavras – em 2009, condição conhecida pela Lufthansa, empresa controladora da Germanwings.

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