Governo oferece R$ 670 mil por informações sobre mentor de matança no Quênia

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Ministério do Interior do país africano identificou Mohamed Mohamud como mandante do ataque que deixou 148 mortos

O governo do Quênia divulgou, neste domingo (5), o nome do homem identificado como o mentor dos ataques que deixaram 148 mortos em uma universidade localizada na região central do país, na última quinta-feira (2). E declarou o valor da recompensa para qualquer informação sobre seu paradeiro: 20 milhões de shilings – o equivalente a pouco mais de R$ 670 mil.

Mohamed Mahmoud: comandante do grupo terrorista Al-Shabaab na região de Juba, no Quênia
Ministério do Interior do Quênia
Mohamed Mahmoud: comandante do grupo terrorista Al-Shabaab na região de Juba, no Quênia

O mentor do ataque foi identificado como Mohamed Mahmoud, um homem com uma extensa rede terrorista no Quênia. De acordo com as autoridades, ele é o comandante regional do Al-Shabaab, grupo terrorista ligado à Al-Qaeda que assumiu a autoria da matança. 

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Mohamud já assumiu a responsabilidade por diversos ataques nos últimos anos, incluindo um contra uma pedreira que deixou ao menos 36 mortos, em dezembro. Na ocasião, rebeldes do Al-Shabaab separaram os trabalhadores não-muçulmanos dos muçulmanos e os assassinaram. 

"Apelamos a qualquer um que tenha informações sobre ele para que as compartilhe com as autoridades competentes e agências de segurança", postou o Ministério do Interior do Quênia em sua página no Twitter, neste domingo.

O homem apontado como mentor dos ataques possui uma rede que se estende até o campo de refugiados de Dadaab, localizado no Nordeste do país. Segundo a Organização das Nações Unidas, é o maior acampamento do gênero do mundo, lar provisório de milhares de pessoas.

Mohamud tem como tarefa cuidar da região de Juba, sendo o responsável por comandar os militantes do Al-Shabaab ao longo de toda a fronteira com a violenta Somália, além das incursões transfronteiriças no país, dizem as autoridades.

Ataque de grupo jihadista somali Al Shabab à Universidade de Garissa deixou 148 mortos. Foto: AP PhotoAtaque de grupo jihadista somali Al Shabab à Universidade de Garissa deixou 148 mortos. Foto: AP PhotoGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben CurtisGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben CurtisGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben CurtisGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben CurtisGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben Curtis


Pânico na universidade
Mesmo quando as forças de segurança encurralaram os homens armados em um dormitório da Universidade de Garissa, onde eles estariam mantendo reféns, sobreviventes descreveram um cenário de horror, no qual as vítimas eram mortas de maneira impiedosa a tiros enquanto outros estudantes corriam por suas vidas.

Collins Wetangula, vice-presidente da associação de estudantes, disse que se preparava para tomar banho quando ouviu tiros vindos do dormitório Tana, que abriga homens e mulheres, a 150 metros de distância. O campus tem seis dormitórios e pelo menos 887 estudantes, disse ele.

A testemunha afirmou que, quando ouviu os tiros, se trancou no dormitório junto a outros três companheiros. "Tudo o que ouvi foram passos e tiros. Ninguém estava gritando, porque provavelmente imaginavam que o barulho levaria os pistoleiros até onde estariam escondidos", descreveu Wetalunga. "Os homens armados diziam 'sisi ni Al-Shabab' (Somos Al-Shabab)."

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Quando os homens armados chegaram ao seu dormitório ele pôde ouvi-los abrindo portas e perguntando se os alunos eram muçulmanos ou cristãos. "Se você fosse um cristão seria baleado no local", contou ele. "A cada explosão eu pensava que seria o próximo a morrer."

O ataque começou por volta das 5h30 – horário local – de quinta-feira (02). As orações da manhã estavam em andamento na mesquita da universidade quando os alunos começaram a ser mortos, segundo testemunhas. No total, 148 pessoas foram assassinadas. 

* Com agências de notícias e sites de notícias internacionais

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