Atirador que atacou universidade do Quênia era filho de funcionário do governo

Por AP |

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Depois de reivindicar a autoria do ataque, o Al-Shabab voltou a fazer ameaças; presidente queniano respondeu de forma dura

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O filho de um funcionário do governo queniano foi identificado como um dos atiradores que atacaram um colégio do Quênia, onde 148 pessoas foram mortas.

Abdirahim Mohammed Abdullahi, um dos extremistas islâmicos que atacaram Garissa University College, era o filho de um chefe de governo em Mandera County, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior, Mwenda Njoka.

O funcionário do gverno havia relatado que seu filho estava ausente e disse que temia que ele tivesse ido para a Somália, disse Njoka. Todos os quatro atiradores foram mortos pelas forças de segurança do Quênia na última quinta-feira (2), disse a polícia.

Abdullahi se formou em Direito na Universidade de Nairobi e era visto como um "brilhante futuro advogado". Não está claro onde ele trabalhou antes de desaparecer no ano passado, disse Njoka.

Ataque de grupo jihadista somali Al Shabab à Universidade de Garissa deixou 148 mortos. Foto: AP PhotoAtaque de grupo jihadista somali Al Shabab à Universidade de Garissa deixou 148 mortos. Foto: AP PhotoGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben CurtisGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben CurtisGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben CurtisGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben CurtisGrupo jihadista somali Al Shabab atacou Universidade de Garissa e ação deixou 148 mortos. Foto: AP Photo/Ben Curtis

"Para evitar uma escalada da radicalização islâmica no Quênia, é importante que os pais informem as autoridades se seus filhos mostram tendências de seguir o extremismo violento", disse Njoka.

O Al-Shabab, grupo de militantes islâmicos da Somália, reivindicou a responsabilidade pelo ataque à Garissa dizendo que é a retribuição pelo Quênia enviar tropas à Somália para combater os rebeldes extremistas.

Leia mais: Após massacre no Quênia, Al Shabaab faz novas ameaças

Os cristãos em luto rezaram e cantaram no culto de domingo de Páscoa em uma igreja católica em Garissa. A cerimônia foi carregada de emoção para as várias centenas de membros da minoria cristã do Garissa, que teme após o ataque do al-Shabab. Os homens armados que atacaram a universidade destacaram cristãos para matar, embora o grupo tenha um longo histórico de matar muçulmanos ao longo dos anos.

"Nós só ficamos rezando para que Deus possa nos ajudar, para nos confortar neste momento difícil", disse Dominick Odhiambo, um devoto que disse que pretende abandonar seu trabalho como encanador em Garissa e voltar para sua cidade natal, porque ele estava com medo.

O Al-Shabab voltou a fazer ameaças após o ataque. "Nenhuma quantidade de medidas de precaução e de segurança será capaz de garantir a sua segurança, impedir outro ataque ou evitar outro banho de sangue", disse al-Shabab.

Leia mais: Sobe para 148 o número de mortos em atentado no Quênia

Após as ameaças dos extremistas, o presidente queniano Uhuru Kenyatta prometeu tomar medidas duras contra os militantes islâmicos.

Em um discurso televisionado nacionalmente, Kenyatta disse que sua administração "deve responder de formas mais severas possíveis" o ataque à Garissa. "Vamos lutar contra o terrorismo até o fim", disse ele. 

Kenyatta disse que forças de segurança estão perseguindo os cúmplices restantes. "Vamos trazer todos eles para a justiça. Nós também estamos em busca do cérebro (do ataque à Garissa) e colocamos uma recompensa por sua captura", disse Kenyatta, que declarou três dias de luto nacional.

Segundo um oficial queniano, cinco pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no ataque.

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