Cidade mexicana tem onda de assassinatos de cães de estimação

Por BBC | - Atualizada às

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Responsável pelos crimes, sempre praticados por meio de envenenamento, foi apelidado pela imprensa de "Mataperros"

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Julieta Nobles mostra foto de seu cachorro, um entre os mais de 60 mortos em Hermosillo
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Julieta Nobles mostra foto de seu cachorro, um entre os mais de 60 mortos em Hermosillo

Há um mistério na cidade mexicana de Hermosillo: quem está por trás do envenenamento até a morte de dezenas de cachorros, muitos deles de estimação?

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Mais de 60 cães foram mortos nas últimas semanas, muitos deles em suas próprias casas, por carne com veneno de rato ou inseticida jogado sobre muros e portões. Vários cães de rua também foram assassinados.

O responsável foi apelidado de "Mataperros" (assassino de cães) pela imprensa local.

Ativistas de direitos dos animais exigem uma investigação para apontar os autores das mortes, mas não está claro se a polícia tem os recursos para a investigação.

Moradores de rua e seus amados cães; veja fotos:

Kiko com o cão Jamaica, de 2 anos. 'Não vivo sem o meu safado', diz o morador de rua. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloJamaica chama atenção pelo tamanho, mas é dócil e extremamente protetor. 'Ele fica bravo quando entro no bar e fumo'. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloOs dois dividem espaço na Kombi na rua Vieira de Morais. Ao fundo, Jamaica late. 'Ele tem ciúmes'. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloA Kombi de Kiko e Jamaica já foi reformada por vizinhos, que montaram um grupo no Facebook para ajudar a dupla. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloBeatriz Menezes, de 25 anos, com o seu cão Malhado, de 7. Ele foi adotado ainda filhote e é seu melhor amigo. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloFilhote Scooby vive na região central de São Paulo com o irmão da Beatriz, que não quis gravar entrevista. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloMoradores de rua pedem fotos com Scooby e Malhado no centro de São Paulo. Foto: Carolina Garcia/iG São Paulo'Morreria pelo meu cachorro', diz Bia. Ao lado, a dona do petshot Rosicleia Vicaril. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloCena é comum no centro de São Paulo. Moradores de rua adotam animais e aliviam drama de não ter um lar para viver. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloProjeto 'Moradores de Rua e Seus Cães', de Edu Leporo, reúne 15 histórias de amor incondicional e pode virar livro. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus CãesAlessandro posa com o seu cão Thor na praça da rua Pedroso, em São Paulo. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus CãesCasal de moradores de rua, Diego e Ângela, com Lion na região da Marginal Pinheiros. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus CãesSaulo e o filhote Hulk, que tem apenas quatro meses, moram na praça da República. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus CãesGilberto conta uma das histórias que mais emocionou o fotógrafo. Três cães foram roubados por uma falsa cuidadora. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus CãesMaik posa com os seus três cães e conta que tem um sonho de fundar uma ONG para ajudar animais abandonados. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus CãesOs cães Bruce e Lauren Hill que são companheiros de Maik. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus CãesSeu José vive na praça João Mendes, no centro de São Paulo, com três cães. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus CãesPapai posa ao lado de Leão (o cão) uma amizade que já dura 15 anos no centro de São Paulo. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus CãesNatal adotou os cães Roberto (cinza) e Lupita, que já tem 13 anos. Eles moram nas ruas do bairro Bela Vista. Foto: Edu Leporo / Moradores de Rua e Seus Cães

Hermosillo, uma cidade industrial de cerca de 800 mil habitantes no norte do México, é conhecida pela violência e crimes relacionados a drogas.

Os envenenamentos vieram à tona em meados de março. De acordo com a agência de notícias Associated Press, autoridades ficaram surpresass quando 10 mortes de cães foram denunciadas num único dia – quantidade que a cidade geralmente registra em um mês inteiro.

"Todo mundo aqui acredita que apenas uma pessoa esteja realizando essas ações", diz Carolina de la Torre, ativista de direitos dos animais.

Segundo a agência, Raul Julia Levy, um ator baseado em Los Angeles, ofereceu US$ 10 mil (cerca de R$ 31 mil) de recompensa por informações que levassem à prisão do responsável.

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