Lubitz teria usado o piloto automático para iniciar queda; em seguida, ele teria aumentado a velocidade da aeronave

AP

O copiloto do voo 9525 da Germanwings acelerou repetidamente a aeronave em direção ao solo usando o piloto automático. É o que disse o Escritório Investigações e Análise (BEA) nesta sexta-feira (3).

O novo detalhe é baseado em uma leitura inicial dos dados da segunda "caixa preta" do avião encontrado enterrada no local do acidente na última quinta-feira (2).

"Eu encontrei uma pilha de roupas e, ao movê-las, descobri uma caixa. A cor da caixa era a mesmo que a do cascalhoque está em toda parte no acidente local", contou a oficial de resgate de montanha que encontrou o gravador de dados, Alice Coldefy.

A informação contida no objeto fortalece as suspeitas iniciais dos investigadores de que o copiloto Andreas Lubitz causou intencionalmente a destruição do avião - embora eles ainda estejam tentando descobrir o motivo. Todas as 150 pessoas a bordo do vôo 9525 que ia de Barcelona a Duesseldorf foram mortos no acidente de 24 de março.

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Segundo o BEA, a leitura preliminar do gravador de dados mostra que o piloto utilizou o piloto automático para colocar a aeronave em uma descida e, em seguida, o ajustou várias vezes durante a descida para acelerar o avião.

A agência diz que vai continuar a estudar a caixa preta para obeter detalhes mais completos sobre o que aconteceu. 

Com base em gravações de outra caixa preta do avião, o gravador de voz, os investigadores dizem que Lubitz teria trancado o piloto para fora da cabine e deliberadamente causado a queda.

As investigações também mostram que Lubitz havia pesquisado anteriormente na internet métodos de suicídio. Promotores alemães disseram que os registros médicos de Lubitz, anteriores ao recebimento de sua licença de piloto, indicavam para "tendências suicidas", e que a Lufthansa, empresa dona da Germanwings, sabia há seis anos que Lubitz tinha tido um episódio de "depressão grave" antes de terminar seu treinamento de vôo.

Em Marselha, o promotor Brice Robin disse que sua investigação centra-se na França, por agora, mas que entrou com um pedido formal de cooperação judiciária da Alemanha que poderia ampliar o alcance da investigação.

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