Irã limita programa nuclear em troca de fim de sanções; Barack Obama elogia

Por Ansa | - Atualizada às

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Acordo entre Teerã e o grupo 5+1 foi considerado "histórico" pelo líder dos EUA; enriquecimento de urânio deve parar

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comentou o acordo alcançado entre o Irã e o grupo 5+1 sobre seu programa nuclear como "histórico", pois evitará que Teerã construa armas nucleares.

2014: EUA e Irã se reunirão na próxima semana para debater programa nuclear

Barack Obama autorizou as sanções (janeiro/2015)
AP
Barack Obama autorizou as sanções (janeiro/2015)

Janeiro: Irã anuncia avanço em negociação para acordo nuclear definitivo

"Se este quadro levar a um acordo final, compreensivo, isso fará do nosso país, nossos aliados e nosso planeta um lugar mais seguro", disse, em pronunciamento realizado na Casa Branca.

Obama ainda destacou que os trabalhos de negociação ainda não estão terminados e que negociadores irão trabalhar em detalhes específicos entre hoje e junho, quando deve ser assinado acordo final.

Segundo o presidente norte-americano, o Irã concordou com o "mais forte e intrusivo regime de inspeções e transparências jamais negociado por qualquer programa nuclear". "O acordo não é baseado em confiança, mas sim em verificações sem precedentes".

Um dos principais pontos de divergências entre Teerã, que sempre defendeu ter uma programa nuclear de fins pacíficos, e a Comunidade Internacional, era o fato do país não permitir inspeções de suas instalações.

"Se o Irã trapacear, o mundo vai saber. Se houver alguma suspeita, nós vamos fazer inspeções", destacou.

Além disso, as tratativas preveem que o Irã interromperá seu programa de enriquecimento de urânio - com exceção da usina de Natanz -, aceitará submeter suas atividades nucleares a controles internacionais pelos próximos 25 anos e transformará a planta de Fordo em um centro de pesquisas.

Em troca, todas as sanções econômicas impostas ao país nos últimos anos e as resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas (ONU) serão retiradas, mas apenas quando a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) confirmar que país cumpriu a sua parte no acordo.

Obama ainda lembrou que, quando tomou o poder, em 2008, o país, sob o comando de Mahmoud Ahmadinejad, operava milhares de centrífugas. "Nós pedimos ao mundo que impusesse as mais duras sanções da histórias, que tiveram um profundo impacto na economia iraniana".

Israel

Obama inda citou o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, que é contra um acordo com Teerã, alegando que isso afeta a segurança de seu país. "Se ele está procurando pela forma mais efetiva de assegurar que o Irã não terá armamentos nucleares, essa é a melhor opção", apontou.

No começo de março, em crítica ao israelense, o presidente dos Estados Unidos disse que o Congresso - que tem maioria oposicionista, em grande parte pró-Israel - deveria esperar o acordo com o Irã para analisá-lo e que seu governo não iria assinar um tratado que fosse ruim.

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