Em entrevista com o presidente do Conselho Europeu, Rajoy apelou à UE para que desenvolva uma "ação conjunta e ambiciosa" para promover a estabilidade no Mediterrâneo

Agência Brasil

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou, nesta terça-feira (31), que a cooperação europeia com os países da margem sul do Mediterrâneo é “um imperativo humanitário e estratégico” para frear o terrorismo jihadista.

Mariano Rajoy (à direita) é observado por Merkel enquanto cumprimenta François Hollande
AP
Mariano Rajoy (à direita) é observado por Merkel enquanto cumprimenta François Hollande

Durante entrevista conjunta com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, Rajoy apelou à União Europeia para que desenvolva uma "ação conjunta e ambiciosa" para promover a estabilidade no Mediterrâneo.

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“A Espanha foi e continua sendo um dos principais impulsionadores da política da União Europeia para o Mediterrâneo. Consideramos fundamental que a Europa contribua com todos os instrumentos para a criação de um verdadeiro espaço de prosperidade para todos, nas duas margens do Mediterrâneo”, acrescentou Rajoy.

Para o primeiro-ministro, a “cooperação com a fronteira sul do Mediterrâneo é um verdadeiro imperativo” do ponto de vista “humanitário e estratégico”, como mostram “os diferentes pontos que unem as duas margens: desde a imigração até a luta contra o terrorismo jihadista, passando pela energia e trocas comerciais”.

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“Nossa ação deve ser conjunta e ambiciosa. Por isso, a Espanha está organizando, em estreita cooperação com instituições da União Europeia, uma conferência ministerial sobre relações de vizinhança com o Sul do Mediterrâneo que acontecerá em Barcelona, em 13 de abril.”

Mariano Rajoy adiantou que informou Donald Tusk sobre a preparação dessa conferência, que para Rajoy “criará uma boa oportunidade para manter um diálogo franco e construtivo com os vizinhos do Sul”.

Segundo ele, o “terrorismo jihadista constitui a principal ameaça que a União Europeia enfrenta hoje, colocando em perigo a vida dos seus cidadãos e o modelo de convivência democrática das sociedades”.

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“Devemos nos empenhar para erradicá-lo. Para isso, é fundamental que desenvolvamos um esforço integral e permanente de cooperação com o resto da União Europeia, com o resto dos nossos aliados, especialmente com os países árabes que sofrem na própria pele a irracionalidade jihadista”, concluiu.

* Agência Lusa

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