Investigação, até o momento, não revelou nenhuma pista ou motivos que poderiam ter levado Lubitz a derrubar o voo

BBC

Investigadores afirmaram nesta segunda-feira que Andreas Lubitz, copiloto do voo da Germanwings que caiu nos Alpes franceses na última terça-feira, recebeu tratamento para tendências suicidas anos atrás.

Segundo os investigadores, o copiloto não teria passado por tratamento semelhante recentemente.

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Lubitz é suspeito de ter deliberadamente atirado o avião contra as montanhas dos Alpes franceses, matando todas as 150 pessoas que estavam a bordo na semana passada.

As autoridades em Dusseldorf, na Alemanha, afirmam que a investigação, até o momento, não revelou nenhuma pista ou motivos que poderiam ter levado Lubitz a este ato.

E, por enquanto, os especialistas encontraram amostras de DNA de 80 das vítimas.

Andreas Lubitz
AP
Andreas Lubitz


Observação

Ralf Herrenbrueck, um porta-voz da promotoria de Dusseldorf, informou que Lubitz passou por um tratamento, psicoterapia, "com uma observação a respeito de tendências suicidas" durante vários anos antes de se formar como piloto.

No entanto, Herrenbrueck afirmou que, desde que recebeu sua licença para pilotar, os documentos não mostram nenhum tipo de tratamento deste tipo.

"Não há prova que mostre que o copiloto estava prestes a fazer o que ele parece ter feito", disse o porta-voz.

Herrenbrueck afirmou que, até agora, não há nada na "vida pessoal e profissional de Lubitz que possa nos permitir falar qualquer coisa a respeito de seus motivos".

Também surgiram nos últimos dias informações na imprensa de que Lubitz também tinha problemas de visão, provavelmente um descolamento da retina.

Mas, segundo Herrenbrueck, a documentação examinada pelos promotores mostrou que Lubitz não sofria de "doenças orgânicas".


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