Boko Haram é suspeito de 23 decapitações no Nordeste da Nigéria

Por Agência Brasil * | - Atualizada às

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O grupo também é apontado como responsável por incendiar casas na véspera da eleição, que foi adiada por problemas

Agência Brasil

O grupo extremista islâmico radical Boko Haram é suspeito da decapitação de 23 pessoas nessa sexta-feira (27), véspera das eleições, em Buratai, no Nordeste da Nigéria, assim como de incendiar casas na localidade, informou um deputado federal à AFP.

Os ataques teriam ocorrido no fim da tarde na região, no dia em que milhões de nigerianos foram chamados a votar nas eleições presidenciais e legislativas do país.

Leia também: Ataques a seções de votação deixam ao menos 13 mortos na Nigéria

Urnas são abertas na Nigéria para escolher presidente e Parlamento

“Houve um ataque em Buratai, na noite de sexta-feira, feito por homens armados suspeitos de serem insurgentes. Decapitaram 23 pessoas e incendiaram casas”, declarou Mohammed Adamu, que representa a região.

Uma enfermeira do hospital mais próximo, em Biu, declarou que 32 feridos que receberam assistência médica também relataram decapitações durante o ataque.

Neste sábado, vários ataques foram feitos por grupos islamistas radicais em seções de voto no país, deixando pelo menos 13 mortos, segundo números da agência de notícias BBC.

Os extremistas armados dispararam contra os locais de votação e as filas de eleitores que aguardavam a vez de votar.

Algumas seções reabriram depois dos ataques, mas outras permaneceram fechadas, segundo relatos de testemunhas. Muitas pessoas fugiram, assustadas e não regressaram.

Abubakar Shekau, o líder do grupo islamista Boko Haram, ameaçou no mês passado que tentaria impedir o processo eleitoral, que considera em desacordo com o Islã, em vídeo publicado na rede social Twitter.

“Essas eleições não vão ocorrer, mesmo que nos matem. Mesmo que já não estejamos vivos, Alá não o permitirá”, declarou na ocasião.

Em algumas localidades, a Comissão Eleitoral do país suspendeu a votação, na expectativa de poder ser retomada neste domingo (29), devido a problemas técnicos com o novo sistema de credenciamento de eleitores, que não permitia a leitura dos novos cartões com dados biométricos.

Grupo sequestrou meninas; relembre

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

O próprio presidente do país, Goodluck Jonathan, candidato à reeleição, não conseguiu, de manhã, votar por dificuldades com o novo sistema.

Cerca de 68,8 milhões de nigerianos são chamados às urnas para eleger o novo presidente e o Parlamento, em um ambiente de tensão devido ao risco de violência política e à ameaça de atentados islamitas.

Os candidatos a chefe de Estado são 14, entre os quais se encontra pela primeira vez uma mulher. Participam da disputa, que se prevê acirrada, o atual presidente, Goodluck Jonathan, e o ex-general Muhammadu Buhari, que dirigiu a Nigéria, à frente de uma junta militar, de 1983 a 1985.

*Com informações da Agência Lusa

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