Ação terrorista é atribuída ao grupo extremista Boko Haram, que teria avisado para manter a população longe das urnas

Pelo menos 13 pessoas morreram neste sábado (28) em ataques a seções de votação no Nordeste da Nigéria, segundo a agência de notícias BBC. 

Os ataques foram atribuídos ao grupo radical islâmico Boko Haram e ocorreram nas aldeias de Birin Bolawa e Birin Fulani. As duas localidades ficam no distrito de Nafada, no estado de Gombe, que tem sido repetidamente atacado pelos islamitas radicais.

Para evitar as denúncias de fraudes, como ocorreu no último pleito, foram distribuídas diversas cédulas biométricas e leitoras de documentos nas seções eleitorais. Porém, em entrevista à CNN, o porta-voz da Comissão Eleitoral, Nick Dazeng, afirmou que algumas delas apresentaram problemas técnicos e a votação deverá ser realizada neste domingo (29) em várias seções.

Exército faz policiamento ostensivo durante eleição na Nigéria (28.03.15)
AP Photo
Exército faz policiamento ostensivo durante eleição na Nigéria (28.03.15)

De acordo com as primeiras informações, homens armados mascarados chegaram a Birin Bolawa pouco depois do início do credenciamento dos eleitores. Segundo um funcionário eleitoral, os atiradores gritavam que tinham avisado para a população manter-se longe da eleição. O segundo ataque, orquestrado de forma similar aconteceu em Birin Fulani.

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Presidente da Nigéria diz ter subestimado grupo radical Boko Haram

Em mensagem em vídeo divulgada no mês passado, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, disse que os militantes perturbariam as eleições, que consideram anti-islâmica. “Esta eleição não vai ocorrer, mesmo que estejamos mortos. Mesmo que não estejamos vivos, Alá não vai permitir que a realizem”, disse na ocasião.

Além disso, o grupo terrorista Boko Haram, que domina grande parte do norte da nação, teria decapitado 23 pessoas com serras-elétricas para mostrar seu poder durante as eleições, informou a agência de notícias alemã DPA.


Ao todo, 14 candidatos disputam a eleição para presidente, entre os quais se encontra pela primeira vez uma mulher. A disputa está acirrada entre o atual presidente, Goodluck Jonathan, e o ex-general Muhammadu Buhari, que comandou a Nigéria à frente de uma junta militar de 1983 a 1985.

*Com informações da Agência Brasil

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