Segundo o tablóide "Bild", Andreas Lubitz precisou passar por um tratamento psiquiátrico por um ano e meio

O copiloto do avião da Germanwings, Andreas Lubitz, 28 anos, sofreu um "grave episódio de depressão" em 2009, revelou nesta sexta-feira (27) o jornal alemão "Bild". 

Segundo o tablóide, Lubitz precisou passar por um tratamento psiquiátrico por um ano e meio. Além disso, o copiloto estaria vivendo em "uma pesada crise no relacionamento com sua namorada que o atingiu profundamente". 

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O "Bild" ainda informou que a agência responsável pelos voos na Alemanha já sabia que Lubitz "precisava de particulares controles médicos que deviam ser efetuados com regularidade", pois em sua licença de voo havia a sigla "SIC", específica para esse tipo de transtorno. 

Andreas Lubitz (27/03/2015)
AP
Andreas Lubitz (27/03/2015)

Já o jornal "Spiegel" destacou em sua edição online que as buscas realizadas pelos procuradores de Dusseldorf, nas duas residências do copiloto alemão, resultaram na apreensão de indícios da doença psíquica de Lubitz. 

A mídia alemã ainda ressaltou que o copiloto havia sido julgado, há seis anos, por "indiscrições não idôneas em um voo", durante o treinamento na escola de aviação da Lufthansa em Phoenix, nos Estados Unidos. Eles usam como fontes alguns membros da companhia aérea alemã. 

A afirmação da Procuradoria de Marselha de que Lubitz derrubou, de maneira "deliberada" o avião, ganhou mais um dado importante. O site "Flighradar24", que monitora todo o cenário da aviação mundial, afirma que o transponder da aeronave foi reprogramado para perder altitude: de 38 mil pés para 100 pés, o mínimo possível. 

"Entre as 9:30'52" e as 9:30'55", o piloto automático foi modificado manualmente dos 38 mil pés para os 100 pés. Nove segundo depois, o avião começou a descer, provavelmente com o botão de descida aberto", publicou o portal. 

Buscas pelas vítimas 

Apesar do forte vento que atinge o maciço de Trois-Evechès, foram reiniciadas as buscas pelos restos mortais das vítimas do voo da Germanwings. Diversos helicópteros fazem muitos voos e deixam os corpos encontrados nas dezenas de ambulâncias que estão na estrada. 

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Segundo os especialistas, as buscas podem durar de semanas a meses. A queda do voo que ia de Barcelona (Espanha) para Dusseldorf (Alemanha) provocou a morte de 150 pessoas.


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