Segundo Carsten Spohr, apesar de seleção ser rigorosa e incluir testes psicológicos "não é possível excluir casos assim"

O CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, afirmou nesta quinta-feira (26) que o acidente com a companhia de baixo custo Germanwings - que pertence à empresa alemã - foi causado "de propósito". "O voo foi levado ao impacto conscientemente. Estamos chocados, comovidos e fomos muito atingidos. Não achávamos que a coisa poderia ser ainda pior", disse Spohr.

Segundo ele, "não é possível excluir casos assim, mesmo com todas as medidas de segurança do mundo". Ele evitou utilizar as palavras suicídio e atentado terrorista e pediu que as investigações sejam levadas até o final. Spohr confirmou as informações dadas pela Procuradoria de Marselha, dizendo que o copiloto Andreas Lubitz impediu a entrada do piloto do avião e que ficou "chocado" com a atitude do alemão.

O presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, durante coletiva à imprensa nesta quinta-feira (26)
AP Photo/Frank Augstein
O presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, durante coletiva à imprensa nesta quinta-feira (26)


Sobre Lubitz, o CEO informou que o copiloto começou seus treinamentos na Germanwings em 2008 e, há seis anos, interrompeu-o por um período longo.

"Quando ele retornou, foram repetidos todos os testes que fazemos normalmente", destacou. O representante da companhia aérea contou que Lubitz tinha superado "brilhantemente" todos os testes médicos, mas que a empresa não faz testes psicológicos com os seus funcionários. Dizendo que a Lufthansa tem "os melhores pilotos do mundo" e que não vê motivos para "mudar os procedimentos" na companhia.

"Temos um sistema de seleção muito sofisticado, onde monitoramos até mesmo as famílias dos pilotos", falou.

Sobre as famílias das vítimas, Spohr destacou que a empresa irá providenciar um suporte financeiro "generoso" pela tragédia. A queda do voo, que ia de Barcelona para Dusseldorf, matou 150 pessoas.


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