Chilena que pediu para morrer diz ter mudado de opinião após repercussão do caso

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Jovem que sofre de fibrose cística publicou vídeo pedindo à presidente chilena que autorizasse a aplicação de injeção letal

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Valentina Maureira, a adolescente chilena que sofre de fibrose cística e pediu para que a presidente Michelle Bachelet autorizasse sua eutanásia, afirmou que mudou de opinião devido à repercussão do caso.

"Algumas pessoas fizeram com que eu mudasse minha forma de pensar", disse a chilena de 14 anos ao jornal El Mercurio.

O pai de Valentina, Fredy Maureira, confirmou a informação para a agência de notícias Associated Press e falou de alguns casos que deram esperança à filha.

"Apareceu uma família da Argentina, de Córdoba, que veio vê-la e que tinham três irmãos com fibrose cística que morreram, e outra filha que fez um transplante de pulmão no Brasil", afirmou.

Segundo Maureira, sua família também ficou comovida com o caso de um jovem que sobreviveu à doença, vivendo mais do que 20 anos.

Depois da publicação de vídeo, a presidente Bachelet foi visitar Valentina no hospital
AP
Depois da publicação de vídeo, a presidente Bachelet foi visitar Valentina no hospital

Vídeo e redes

De seu leito no hospital, Valentina gravou e publicou na internet um vídeo pedindo à presidente chilena, Michelle Bachelet, que autorizasse a aplicação de uma injeção letal. O vídeo fez tanto sucesso que a própria Bachelet foi visitar a adolescente.

Valentina sofre de fibrose cística, uma doença hereditária e degenerativa que afeta seus pulmões, fígado e pâncreas.

Não há uma cura para a doença que provoca o acúmulo de muco espesso nos pulmões, no tubo digestivo e em outras partes do corpo, provocando infecções que podem levar à morte.

Michael, irmão de Valentina, morreu aos seis anos de idade, em 1996.

"São 14 anos de luta, todos os dias, e para minha família tem sido pior. Estou cansada de seguir lutando, porque vejo sempre o mesmo resultado. É muito cansativo", disse Valentina em uma entrevista à BBC Mundo em fevereiro.

O Chile não permite a eutanásia nem o suicídio assistido e a jurisprudência no país dá pouca autonomia em termos de direitos aos pacientes.

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