Advogado de médico que ajudou EUA a encontrarem Bin Laden é morto no Paquistão

Por BBC | - Atualizada às

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Samiullah Afridi voltava para casa em Peshawar, no noroeste do país, foi assassinado com disparos contra seu carro

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O ex-advogado de um médico paquistanês que ajudou os Estados Unidos a encontrarEM o fundador da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi morto por homens armados em Peshawar, no noroeste do Paquistão, nesta terça-feira (17). O assassinato ocorreu no momento em que Samiullah Afridi voltava para casa, quando homens não identificados dispararam contra seu carro. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Bin Laden, o fundador da Al-Qaeda: médico que ajudou a capturá-lo não resistiu a ferimentos
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Bin Laden, o fundador da Al-Qaeda: médico que ajudou a capturá-lo não resistiu a ferimentos

Em 2013, Afridi chegou a fugir do Paquistão após ter recebido ameaças de morte. Ele voltou ao país no ano passado e afirmou à BBC que havia parado de trabalhar no caso do médico. Pelo menos dois grupos ligados ao Talebã reivindicaram a autoria do ataque.

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Punição
O médico Shakil Afridi, que não tem relação de parentesco com Samiullah, foi condenado a 33 anos de prisão por colaborar com o grupo militante Lashkar-e-Islam na região tribal de Khyber, onde nasceu. Ele está recorrendo da sentença.

Mas muitos veem a pena como uma punição por Shakil ter ajudado a CIA, a agência de inteligência americana, a localizar o paradeiro de Bin Laden.

Shakil ajudou a organizar um programa de vacinação falso para colher amostras de DNA de alguns dos moradores do complexo onde o ex-chefe da Al-Qaeda se escondia.

O caso deteriorou as relações entre Estados Unidos e Paquistão, uma vez que o ataque americano à fortaleza de Bin Laden foi realizado sem a permissão de Islamabad.

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Segundo relatos, Samiullah Afridi voltou do Oriente Médio há cerca de um ano, depois de ter deixado o Paquistão por alguns meses.

Ele afirmou ter recebido várias ameaças de morte depois de atuar no caso de Shakil: "Eu peguei o caso por questões humanitárias, mas agora eu tenho de me preocupar com a minha própria vida, que é mais importante".

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