Robert Levinson desapareceu durante uma viagem que fez à ilha iraniana de Kish, em 2007; Secretário de Estado, John Kerry diz que governo está comprometido com buscas

O FBI (Federal Bureal Investigation), a famosa agência de investigação internacional dos EUA, elevou de US$ 1 milhão para US$ 5 milhões a recompensa para quem fornecer informações a respeito de Robert Levinson, espião norte-americano que está desaparecido desde março de 2007. De acordo com a rede de notícias CNN, a decisão foi anunciada no domingo (8), data em que ele completou 67 anos de idade e, coincidentemente, 8 anos longe de casa.

Agente do FBI em imagem clicada dentro de cativeiro, supostamente em uma ilha no Irã
Reprodução
Agente do FBI em imagem clicada dentro de cativeiro, supostamente em uma ilha no Irã

Levinson desapareceu no dia 8 de março de 2007 depois de ter feito uma viagem à ilha iraniana de Kish. Segundo um comunicado do FBI, desde então não se tem notícias a respeito do agente. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, fez um pedido formal ao governo do Irã para cooperar com as investigações.

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"São 2.900 dias separado dos entes queridos, um dos maiores sumiços de cidadãos americanos da história. Ano após ano a família tem convivido com a dor de sua ausência. É chegada a hora de ele voltar para casa", afirmou Kerry. "Continuamos comprometidos com o retorno a salvo do senhor Levinson para a sua família e apreciamos o apoio e a assistência de nossos parceiros internacionais. Continuamos preocupados com a saúde dele dada sua idade e o tempo em que está desaparecido."

O Irã rechaça que Levinson esteja sob poder do governo. O FBI afirma que ele estava no país como investigador privado.

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A última prova de vida de Levinson foi divulgada em 2010, quando seus sequestradores enviaram um vídeo e fotografias à família do agente. Nas imagens, o agente pedia ajuda ao governo norte-americano: "Por favor, me levem para casa". Nas imagens, ele justificava a necessidade de ajuda pelo fato de ter trabalhado por 33 anos no FBI.

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