No Dia Internacional da Mulher, presidente dos EUA falou sobre cooperação do país com nações subdesenvolvidas

Neste domingo (8), dia em que foi comemorado no mundo inteiro o Dia Internacional da Mulher, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou um comunicado em prol do amplo acesso à educação às mulheres do mundo inteiro e lamentou o fato de, ainda hoje, muitas culturas ainda "as valorizarem mais por seus corpos do que por suas mentes".

Obama na Casa Branca com a filha, a mulher e a ganhadora do prêmio Nobel Malala Yousafzai
The White House/Divulgação
Obama na Casa Branca com a filha, a mulher e a ganhadora do prêmio Nobel Malala Yousafzai

"É uma data para celebrarmos as valiosas mulheres e meninas de todo o planeta e para voltarmos a nos dedicar a defender os direitos fundamentais e a dignidade de toda a gente", disse Obama. 

Leia também:
Obama expressa apoio dos Estados Unidos aos direitos das mulheres
Michelle Obama causa polêmica por não usar véu na Arábia Saudita

O comunicado vem dias depois de o presidente norte-americano ter apresentado nos EUA o "Deixem que as meninas aprendam", programa com o objetivo de promover a educação de algumas das mais de 62 milhões de crianças e adolescentes do sexo feminino em todo o mundo que não frequentam instituições de ensino. 

Em diversos países, devido à pobreza e falta de ação do poder público, mulheres não têm acesso ao estudo. Em outras culturas, como a de algumas nações muçulmanas mais ortodoxas, chegam a ser proibidas de estudar, inseridas na qualidade de cidadãs de segunda classe. 

Obama, no sábado (8), em Selma: celebração do dia que se tornou um marco aos direitos civis
The White House/Divulgação
Obama, no sábado (8), em Selma: celebração do dia que se tornou um marco aos direitos civis

“Cada menina merece o nosso respeito e cada menina merece uma educação”, ressaltou Obama, que aproveitou para pontuar como, ainda, em 2015, mulheres continuem a ser mais valorizadas por seus corpos do que por suas mentes, instando a comunidade internacional a ser mais atuante para reverter tal tendência. 

Incentivo à educação
O Governo dos Estados Unidos vai impulsionar, por meio de uma nova iniciativa, uma série de programas já existentes na África e no Oriente Médio, com o apoio da agência de cooperação Usaid [Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional]. Eles serão centrados na educação, saúde, nutrição e violência de gênero.

Leia também:
"Racismo segue entre nós", diz Obama em celebração de marcha por direitos civis

Obama ressaltou a importância do aprendizado a mulheres, sublinhando que isso gera o impacto positivo a toda a sociedade, à economia e à estabilidade dos países. Lembrou também que “lugares onde se tratam mulheres e meninas como cidadãs plenas e iguais tendem a ser mais estáveis e democráticos”.

A primeira fase do programa “Deixem que as meninas aprendam” irá abranger 11 países: Albânia, Benin, Burkina Faso, Camboja, Geórgia, Gana, Moldávia, Mongólia, Moçambique, Togo e Uganda.

O governo norte-americano espera conseguir apoio do setor privado e já solicitou ao Congresso US$ 250 milhões (R$ 764 milhões) para financiar o projeto.

* Com Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.