Jovem muçulmana diz que islâmicos usam 'homens atraentes' em recrutamento

Por BBC |

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Militante radical muçulmana reabilitada diz que jihadistas estão usando homens atraentes como forma de recrutamento feminino

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Em entrevista ao jornal televisivo Newsnight, da BBC, a ex-militante, identificada pelo nome falso Ayesha, contou ter sido cooptada por extremistas quando tinha apenas 16 ou 17 anos, por meio de um flerte via Facebook.

O homem teria elogiado sua beleza, mas recomendado que ela cobrisse o rosto com um véu.

Ayesha também contou ter visto uma série de vídeos de propaganda mostrando "militantes bonitos".

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Estado Islâmico divulga vídeo da execução a tiros de quatro sunitas no Iraque

Decapitados pelo Estado Islâmico no Iraque:

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube


"Por alguma razão, todos os vídeos tinham apenas militantes realmente atraentes. Era algo bem glamouroso. Do tipo 'Uau, posso namorar alguém que é da mesma religião que a minha e não é necessariamente da mesma etnia'. Era algo bem excitante", explicou ela.

"Dava vontade de ficar com ele antes que ele morresse".

Ayesha, britânica nascida na região central da Grã-Bretanha, foi "radicalizada" antes do surgimento do "Estado Islâmico". Ela se tornou simpatizante dos grupos al-Qaeda e al-Shabab, este último operando majoritariamente na África. Seu doutrinamento invariavelmente propagava a noção de que os britânicos eram inimigos.

"Nos sermões, éramos encorajados a pensar que não éramos britânicos e a ver a Grã-Bretanha com uma nação infiel e que era nossa inimiga por matar muçulmanos", contou a mulher.

Ayesha, porém, começou a se afastar do radicalismo quando ouviu argumentos de que mulheres não deveriam ter direitos e que era um dever de muçulmanos matar fiéis de outras crenças.

Para a mulher, militantes icônicos como John o Jihadista, o militante britânico supostamente responsável pela decapitação de reféns do "EI", seria considerado um ídolo por seus antigos colegas de radicalismo.

"Certamente considerariam ele (John) um modelo a seguir".

O depoimento de Ayesha surge num momento em que há uma discussão grande na Grã-Bretanha sobre a questão das "noivas jihadistas", jovens mulheres que fogem para regiões como a Síria e o Iraque para servirem de companheiras para militantes.

Há duas semanas, três adolescentes londrinas, todas alunas exemplares de uma escola secundária da capital, tomaram o rumo da Turquia para se juntar ao "Estado Islâmico" na Síria.

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