Todos os suspeitos são naturais do Uzbequistão, país da Ásia Central; eles vinham sendo investigados desde agosto

AP

Três homens naturais do Uzbequistão foram presos em Nova York, nesta quarta-feira (25), sob a acusação de planejarem viajar à Síria para se juntarem ao Estado Islâmico na luta contra os EUA. Oficiais norte-americanos afirmam que um dos detidos revelou um plano para atirar no presidente Barack Obama ou plantar uma bomba em Coney Island, localizada no distrito nova-iorquino do Brooklin.

Imagem de ação recente do grupo que reivindica califado no Oriente: 21 foram decapitados
Reprodução/Excelsior/Al Hayat
Imagem de ação recente do grupo que reivindica califado no Oriente: 21 foram decapitados

De acordo com as autoridades, Akhror Saidakhmetov foi preso no Aeroporto Kennedy, onde planejava embarcar para Istambul, na Turquia. Abdurasul Hasanovich Juraboev tinha uma passagem para viajar à mesma cidade no próximo mês e foi preso no Brooklin, segundo promotores federais. Os dois foram detidos sem direito a fiança, após uma breve aparição em uma corte.

Leia mais:
Veja como recrutas cruzam a fronteira da Síria para chegar ao Estado Islâmico

Um terceiro preso, Abror Habibov – acusado de ajudar Saidakhmetov a levantar fundos para a viagem –, também acabou detido sem direito a fiança, no Estado da Flórida.

Os três são acusados de tentativa e conspiração para fornecer apoio material a uma organização terrorista. Se condenados, podem pegar até 15 anos de prisão.

"Isto é real", afirmou William Bratton, Comissário do Departamento de Polícia de Nova York. "É por isso que nos preocupamos com os lobos solitários, inspirados a atuar sem mesmo terem conhecido o Oriente Médio."

Veja quais são os grupos terroristas mais ricos do mundo:

O Departamento de Justiça acusou aproximadamente 20 pessoas no ano passado de planejar viajar ao Oriente Médio para lutar ao lado de rebeldes do Estado Islâmico. Oficiais federais têm demonstrado preocupação em relação aos americanos que se juntam a esses terroristas para depois voltar e praticar ataques em seus territórios.

Segundo promotores federais, Juraboev, 24 anos, foi o primeiro a chamar a atenção dos investigadores, em agosto, após postar mensagens defendendo a ideologia do Estado Islâmico em uma página em língua uzbeque.

"Saudações! Nós também queremos nos comprometer com esta aliança antes mesmo de estarmos presentes", ele escreveu. "É possível nos comprometermos como mártires dedicados de qualquer maneira, mesmo estando aqui [nos EUA]?"

Leia também:
Estado Islâmico sequestra 150 pessoas na Síria e 107 no Iraque
Estado Islâmico exibe 21 reféns curdos enjaulados pelas ruas do Iraque

O jovem ainda teria citado um plano para matar o presidente dos EUA: "Se atirarmos em Obama, e depois em nós mesmos, vai funcionar? Isso deve causar medo nos corações dos infiéis."

Oficiais federais dizem que Juraboev viu em Saidakhmetov um amigo com quem dividia sua ideologia. Os dois trocaram mensagens, além de terem assistido a vídeos de treinamentos do Estado Islâmico na Síria, segundo os papéis da Corte.

Saidakhmetov disse em setembro que queria viajar à Síria para a jihad, "guerra santa", mas sua mãe havia confiscado seu passaporte para que ele não pudesse fazê-lo. Ele disse que mentiria, dizendo a ela que planejava visitar parentes no Uzbequistão.

Já Habibov, 30 anos, operava quiosques de reparo de telefones e vendia material de cozinha a lojas de Jacksonville, Flórida; Savannah, Georgia; e Filadelfia. Ele arrumou um emprego para Saidakhmetov no outono e disse que o ajudaria com o dinheiro para a viagem, segundo os promotores. Os dois foram vistos comprando passagens para a Turquia em um estabelecimento no Brooklin.

Os três presos são naturais do Uzbequistão, país localizado na Ásia Central.

    Leia tudo sobre: estado islâmico
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.