"Terrorismo não tem religião ou pátria; é injusto acusar o Islã", declararam em comunicado representantes da religião

Agência Brasil

Ulemás (sábio do islã) e dignitários religiosos muçulmanos do mundo inteiro manifestaram, nesta quarta-feira (25), a necessidade de uma reforma da educação para combater o extremismo. As manifestações vieram em um seminário de três dias sobre a luta contra o terrorismo realizado em Meca, na Arábia Saudita, onde também se pronunciaram a favor de uma revisão das mensagens religiosas incluídas nos programas escolares para que passem a ter "uma abordagem mais moderada".

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As recomendações integram um comunicado publicado no fim do seminário "O Islã e a Luta Antiterrorista", organizado pela Liga Islâmica Mundial, que reúne organizações não-governamentais e tem sede em Meca.

"A luta contra o terrorismo e o extremismo religioso não é contrária ao Islã", destaca o texto, que surge num momento em que a Arábia Saudita e outros estados árabes combatem os “jihadistas” do grupo extremista Estado Islâmico, em ação sobretudo no Iraque, Síria e Líbia. "O terrorismo não tem religião ou pátria e é injusto e errado acusar o Islã."

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Domingo (22), no início do seminário, o xeque da Al-Azhar, uma das mais prestigiadas instituições do Islã sunita, apelou aos países muçulmanos para que reformem os seus programas escolares, de modo a travar o extremismo religioso – resultado de "um acúmulo histórico de tendências excessivas, inerentes ao nosso patrimônio, nascido de uma errada interpretação do Corão e da Suna (palavras e atos do profeta Maomé)" , declarou o xeque Ahmed Al-Tayeb.

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