Veja como recrutas cruzam a fronteira da Síria para chegar ao Estado Islâmico

Por BBC Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Posto em cidade na fronteira turca não tem polícia; grupos a cruzam durante troca de turnos, quando controle é menor

BBC

Em Akcakale, cidade na fronteira entre a Turquia e a Síria, um posto de controle não tem seguranças nem policiais.

Domingo: Estado Islâmico exibe 21 reféns curdos enjaulados pelas ruas do Iraque

Este posto de controle na fronteira da Síria com a Turquia é usado por recrutas do 'Estado Islâmico'
Reprodução/BBC
Este posto de controle na fronteira da Síria com a Turquia é usado por recrutas do 'Estado Islâmico'

Jovens: Fuga de britânicas reacende polêmica sobre noivas do Estado Islâmico

A cidade é usada como passagem por aspirantes a jihadistas do mundo inteiro para se alistar nas fileiras do "Estado Islâmico" em território controlado pelo grupo no norte sírio. A BBC conversou com um cidadão turco que presta serviços àqueles que desejam cruzar a divisa discretamente. A travessia é fácil.

A operação começa em Istambul, onde os recrutas normalmente são recebidos por uma mulher e dois homens. Depois, o grupo viaja até um posto de controle na fronteira. A estratégia é fazer a travessia durante a troca de turnos dos guardas, quando a segurança é menos rígida. O destino dos recrutas é a cidade de Talabyad, já no lado sírio.

Recrutamento feminino

A facilidade desta operação ficou evidenciada após três jovens britânicas deixarem o país para se unir ao "EI" na Síria.

As autoridades britânicas ainda procuram as três estudantes de Londres: Shamima Begum, Amira Abase, ambas de 15 anos de idade, e Kadiza Sultana, de 16 anos.

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube

O paradeiro delas é desconhecido desde que elas embarcaram em um voo de Londres para a Turquia. Não está claro se pretendiam usar a travessia de Akcakale para chegar à Síria.

O agente turco que faz a travessia disse que recrutas mulheres são sempre acompanhadas em suas viagens por membros do "EI", enquanto os homens às vezes viajam sozinhos.

Apesar da aparente facilidade desta operação, outra pessoa que acompanha recrutas na travessia da fronteira disse à BBC que o número de mulheres vem caindo.

"Depois que os ataques aéreos da coalizão e a aliança entre o Exército Livre Sírio, grupo de dissidentes militares do país, e as forças peshmerga, do Curdistão, o 'EI' perdeu muitos combatentes", disse a fonte.

"Só após os ataques jordanianos, eles perderam mais de 400."

Leia tudo sobre: eiileiil no iraquesiria

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas