Posto em cidade na fronteira turca não tem polícia; grupos a cruzam durante troca de turnos, quando controle é menor

BBC

Em Akcakale, cidade na fronteira entre a Turquia e a Síria, um posto de controle não tem seguranças nem policiais.

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Este posto de controle na fronteira da Síria com a Turquia é usado por recrutas do 'Estado Islâmico'
Reprodução/BBC
Este posto de controle na fronteira da Síria com a Turquia é usado por recrutas do 'Estado Islâmico'

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A cidade é usada como passagem por aspirantes a jihadistas do mundo inteiro para se alistar nas fileiras do "Estado Islâmico" em território controlado pelo grupo no norte sírio. A BBC conversou com um cidadão turco que presta serviços àqueles que desejam cruzar a divisa discretamente. A travessia é fácil.

A operação começa em Istambul, onde os recrutas normalmente são recebidos por uma mulher e dois homens. Depois, o grupo viaja até um posto de controle na fronteira. A estratégia é fazer a travessia durante a troca de turnos dos guardas, quando a segurança é menos rígida. O destino dos recrutas é a cidade de Talabyad, já no lado sírio.

Recrutamento feminino

A facilidade desta operação ficou evidenciada após três jovens britânicas deixarem o país para se unir ao "EI" na Síria.

As autoridades britânicas ainda procuram as três estudantes de Londres: Shamima Begum, Amira Abase, ambas de 15 anos de idade, e Kadiza Sultana, de 16 anos.

O paradeiro delas é desconhecido desde que elas embarcaram em um voo de Londres para a Turquia. Não está claro se pretendiam usar a travessia de Akcakale para chegar à Síria.

O agente turco que faz a travessia disse que recrutas mulheres são sempre acompanhadas em suas viagens por membros do "EI", enquanto os homens às vezes viajam sozinhos.

Apesar da aparente facilidade desta operação, outra pessoa que acompanha recrutas na travessia da fronteira disse à BBC que o número de mulheres vem caindo.

"Depois que os ataques aéreos da coalizão e a aliança entre o Exército Livre Sírio, grupo de dissidentes militares do país, e as forças peshmerga, do Curdistão, o 'EI' perdeu muitos combatentes", disse a fonte.

"Só após os ataques jordanianos, eles perderam mais de 400."

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