Presidente da Nigéria diz ter subestimado grupo radical Boko Haram

Por Agência Brasil |

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Grupo deixou, desde 2009, mais de 13 mil mortos e 1,5 milhão de deslocados na país, especialmente no Nordeste, onde o grupo nasceu e controla várias localidades

Agência Brasil

O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, admitiu ter subestimado o grupo radical islâmico Boko Haram, que há seis anos pratica ataques sobretudo no Nordeste do país.  “Provavelmente, no início [da insurreição do grupo] nós – quero dizer, a minha equipe e eu – subestimamos a capacidade do Boko Haram”, declarou Jonathan em entrevista ao diário This Day.

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“Muitos responsáveis pela segurança fizeram declarações” minimizando o Boko Haram, “isso mostra que subestimaram a sua capacidade”, acrescentou o presidente, candidato nas eleições de 28 de março, que ocorrem juntamente com as eleições legislativas.

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Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

A insurreição do Boko Haram deixou, desde 2009, mais de 13 mil mortos e 1,5 milhão de deslocados na Nigéria, especialmente no Nordeste, onde o grupo nasceu e controla várias localidades.

O líder dos radicais, Abubakar Shekau, prometeu, em vídeo divulgado recentemente, levar ao fracasso o processo eleitoral.

As eleições foram adiadas de 14 de fevereiro para 28 de março para permitir ao Exército concentrar-se na ofensiva contra o Boko Haram. Muitos nigerianos, no entanto, duvidam da garantia oficial de uma derrota dos fundamentalistas em seis semanas e da possibilidade de organizar a votação nas zonas destruídas devido aos ataques e aos combates com os militares.

Segundo Goodluck Jonathan, as Forças Armadas, com um total de 80 mil homens, adquiriram recentemente novas armas e munições para combater o grupo e vão capturar em breve Abubakar Shekau.

“Se Deus quiser, deteremos Shekau antes das eleições”, comentou. “Não dizemos que temos de acabar com o Boko Haram para organizar as eleições, mas temos de fazer de modo que ele não cause estragos se tentar” prejudicar o processo eleitoral.

O Boko Haram pretende instaurar um Estado Islâmico no Norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano, ao contrário do Sul, de maioria cristã.

*Com informações da Agência Lusa

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