"Ninguém confortou Marco", diz padre sobre execução de brasileiro na Indonésia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Padre diz que Marco Archer foi arrastado de sua cela e chorou até o último minuto: "Ele realmente defecou nas calças"

As autoridades indonésias executaram o brasileiro Marco Archer Cardoso no mês passado sem permitir que ele tivesse o direito a extrema-unção. A informação foi confirmada pelo padre Charles Burrow, em entrevista "Fairfex Media", reproduzida pelo jornal "The Sydney Morning Herald". Marco foi executado no dia 18 de janeiro acusado de tráfico de drogas.

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Segundo o padre, ele foi impedido de acompanhar os últimos minutos do brasileiro. "Os guardas foram muito educados, mas o procurador não me dava a carta para entrar na ilha. A embaixada brasileira ficou muito chateada. Eles me disseram que ninguém se preocupou em cuidar dele [Archer]. Normalmente, há um momento em que o pastor ou padre vão para consolá-los. Ninguém consolou o Marco", disse o padre.
Burrows disse que Marco chorou até o último minuto da vida.

Rodrigo Gularte foi condenado à morte em 2005 por chegar à Indonésia com seis quilos de cocaína. Foto: Reprodução/FacebookSegundo imprensa local, execução de Gularte deveria ocorrer ainda neste mês. Foto: AFPBrasileiro condenado a morte na Indonésia por tráfico de drogas foi executado no dia 17 de janeiro. Foto: Reprodução/YoutubeExecução foi feita mesmo após pedidos de cancelamento feitos pelo governo brasileiro. Foto: ReproduçãoMarco Archer Cardoso Moreira, 53, foi executado na madrugada de domingo (17) no horário indonésio – por volta das 15h no Brasil. Foto: Reprodução/FacebookMoreira era solteiro, não tinha filhos e seus pais haviam morrido; uma tia foi visitá-lo na Indonésia antes da execução. Foto: Reprodução/FacebookO brasileiro foi preso em 2003 ao entrar no aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína. Foto: Reprodução/InternetBalsa foi usada para transportar brasileiro para local da execução. Foto: AP

"Ele foi arrastado de sua cela chorando e pedindo ajuda. Ele realmente defecou nas calças", relatou o padre.

Outro brasileiro continua no corredor da morte na Indonésia. O governo brasileiro recusou, na última sexta-feira (20) o recebimento das credenciais do embaixador da Indonésia, Toto Riyanto, à espera de um solução para o caso de Rodrigo Gularte, condenado à morte no país também por tráfico de drogas. Gularte foi diagnosticado como esquizofrênico, o que deveria impedir a execusão, de acordo com as leis daquele país.

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