Estado Islâmico exibe 21 reféns curdos enjaulados pelas ruas do Iraque

Por Ansa | - Atualizada às

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Novo vídeo divulgado pelo grupo teria sido gravado em Kirkuk; as jaulas parecem com a usada para queimar piloto jordaniano

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) divulgou mais um vídeo de ameaças contra 21 combatentes curdos que são mantidos reféns pelos jihadistas.

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Reféns, provavelmente curdos, engaiolados são exibidos pelas ruas do Iraque por jihadistas do Estado Islâmico
Reprodução/Twitter
Reféns, provavelmente curdos, engaiolados são exibidos pelas ruas do Iraque por jihadistas do Estado Islâmico

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Nas imagens, consideradas autênticas pelo portal especializado em terrorismo SITE, os extremistas fazem um desfile com os 21 curdos dentro de uma jaula e ameaçam decapitar os reféns.

O vídeo teria sido gravado em Kirkuk, no Iraque. A jaula usada para prender os reféns é similar àquela que apareceu no vídeo sobre a morte do piloto jordaniano Muath al Kasaesbeh. Também neste fim de semana, o grupo reivindicou um atentado com carro-bomba contra uma sede diplomática iraquiana na capital da Líbia, Trípoli. Os jihadistas publicaram fotos do atentado no Twitter.

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Nas últimas semanas, o EI tem conquistado cidades da Líbia, principalmente Derna. O avanço do grupo tem preocupado os países europeus, como a Itália.

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube

No entanto, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, pediu para as pessoas terem "bom senso" e evitarem "exageros" ao discutir sobre o Estado Islâmico.

"O tema EI é muito delicado e sério. Não podemos exagerar. Não estamos sob ataque, mas também não podemos subestimar nada. É preciso ter bom senso", comentou Renzi, que neste domingo (22) completa um ano no governo da Itália.

"Devemos ter a capacidade de explicar o que acontece de verdade. O EI não é tão forte assim na Líbia como eles mesmo dizem".

Nas redes sociais, um perfil no Twitter ligado ao EI divulgou uma montagem de fotos na qual o Coliseu, em Roma, aparece com a bandeira do grupo, indicando a dominação dos jihadistas na Itália. "Estamos chegando em Roma", disse a publicação.

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