Explosão de bomba em marcha comemorativa na Ucrânia mata dois e fere oito

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ativistas celebravam aniversário da queda de ex-presidente pró-russo; Kiev e rebeldes anunciam cumprimento de acordo

A explosão de uma bomba durante uma marcha que comemorava o primeiro aniversário da derrubada do presidente Viktor Yanukovych matou dois e feriu ao menos oito na segunda maior cidade da Ucrânia, de acordo com o Ministério do Interior do país.

Ontem: Cerca de 180 soldados foram mortos em um mês na Ucrânia

Olesya Zhukovska em cama de hospital em Kiev, Ucrânia, após ser atingida na perna por estilhaços de bomba (21/02)
AP
Olesya Zhukovska em cama de hospital em Kiev, Ucrânia, após ser atingida na perna por estilhaços de bomba (21/02)

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O Ministério do Interior disse que a explosão aconteceu por causa de um "dispositivo desconhecido explosivo" e estava sendo considerado um ato terrorista.

Esse ato de violência ocorreu enquanto a Ucrânia continua a ser dilacerada pela tensão e derramamento de sangue decorrentes da queda de Yanukovych um ano atrás. O parlamento ucraniano votou, no dia 22 de fevereiro de 2014, a remoção do presidente pró-russos após meses de protestos cada vez mais violentos na capital, Kiev.

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A península da Criméia, onde os moradores consideraram a queda do líder um golpe de Estado, foi anexada pela Rússia um mês depois. Em seguida, os rebeldes armados que se opuseram às novas autoridades de Kiev e assumiram grandes partes de duas regiões que fazem fronteira com a Rússia, dando início a uma guerra que já deixou mais de 5.600 mortos.

Um plano de paz prevendo um cessar-fogo e retirada de armas pesadas foi assinado há dez dias, mas as violações da trégua continuam. A Ucrânia planeja começar a retirar armamento pesado das linhas de frente neste domingo, de acordo com o plano de paz, disse o porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko, que não deu mais detalhes.

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Mar de bandeiras é vistad do lado de fora do Kremlin durante manifestação em Moscou (21/02). Foto: APHomens vestidos com Cossacs participam de comício do lado de fora do Kremlin em Moscou (21/02). Foto: APRussa ouve atentamente o pronunciamento de ativista perto de praça em Moscou, Rússia (21/02). Foto: APAtivistas com a placa "Não haverá Maidan na Rússia" são vistos nos arredores de Moscou, Rússia (21/02). Foto: APMulher segura cartaz com os dizeres "Je suis Donbass" durante comício do lado de fora do Kremlin em Moscou (21/02). Foto: AP

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O porta-voz rebelde Eduard Basurin disse que a retirada de ambos os lados será realizada entre este domingo e o dia 7 de março, mas não especificou se os rebeldes já haviam feito algum movimento. Não houve confirmação imediata de que a retirada já havia começado.

Ambos os lados estão retirando grandes armas e foguetes de 25 a 70 quilômetros de distância da linha de conflito - dependendo do tamanho das armas - para a criação de uma zona tampão entre 50 e 140 km.

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A zona tampão foi elemento principal de um acordo de paz estabelecido em negociações maratona em Minsk, Belarus. Também foi pedido uma uma troca completa de prisioneiros de guerra. Na tarde de sábado, 139 soldados ucranianos e 52 rebeldes foram trocados; ainda não está claro quantos prisioneiros no total estão de cada lado.

Entre os ataques relatados pelos militares ucranianos está uma tentativa de ocupação na aldeia de Shyrokyne, perto da cidade portuária de Mariupol. Essa cidade continua a ser ponto estratégico para a Ucrânia, já que uma possível apreensão pelos rebeldes poderia ajudar a estabelecer um corredor terrestre entre a Rússia continental e a península da Criméia, anexada pela Rússia.

*Com AP

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