Jovem é estuprada e morta por motorista dentro de ônibus na Turquia

Por Ansa | - Atualizada às

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Para Recep Erdogan, presidente do país e conhecido por ser conservador, "mulheres foram confiadas aos homens por Deus"

Ozgecan Aslan, de 20 anos, foi estuprada pelo motorista do ônibus em que era passageira
AP Photo
Ozgecan Aslan, de 20 anos, foi estuprada pelo motorista do ônibus em que era passageira

A morte da jovem turca Ozgecan Aslan, de 20 anos, após ser estuprada pelo motorista de um ônibus quando voltava para casa, chamou atenção para os altos índices de violência contra as mulheres na Turquia e milhares de pessoas saíram as ruas do país para protestar nos últimos dias.

Em meio às mobilizações, declarações do presidente da Turquia, o islamita Recep Tayyip Erdogan, conhecido por sua posição conservadora, causaram polêmica, especialmente entre as organizações que defendem os direitos das mulheres.

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Segundo ele, "as mulheres foram confiadas aos homens por Deus", o que foi encarado como um insulto. Em resposta, o mandatário disse que as feministas "não têm ligação com nossa civilização, nossa fé ou religião", informou a imprensa local.

Ainda de acordo com Erdogan, o profeta Maomé usou exatamente as mesmas palavras, acrescentando que "mulheres precisam ser respeitadas e protegidas e não maltratadas".
De acordo com o jornal local "Taraf", a violência sexual aumentou em cerca de 400% desde que o partido islâmico governista AKP assumiu o poder, 13 anos atrás.

Protestos

Mais de 15 mil pessoas vestidas de preto participaram de uma marcha na última quarta-feira, dia 18, em Mersin, onde Aslan foi morta.

Atos similares foram registrados em cidades de todo o país. Ativistas apontam que, desde o começo de 2015, quase 300 mulheres já foram vítimas de violência sexual em toda a Turquia.

Opositores denunciaram que diversos homens acusados de matar ou violentar mulheres tiveram suas sentenças diminuídas por "boa conduta" durante julgamento.

Veja imagens de protesto na Índia contra estupro coletivo:

Manifestantes em Mumbai neste sábado (29/12) protestam contra o estupro de uma estudante que resultou na sua morte. Foto: APPessoas acompanham a chegada do corpo da estudante vítima de um estupro coletivo. Foto: ReutersMulheres indianas acendem velas em protesto contra estupro coletivo de jovem na capital, Nova Délhi; a jovem morreu nesta sexta-feira (28). Foto: APManifestantes indianos são escoltados pela polícia durante protesto contra estupro brutal de estudante em ônibus por gangue no dia 16 (24/12). Foto: APManifestantes tentam se proteger enquanto são agredidos por polícia em Nova Délhi durante manifestação violenta contra estupro coletivo de estudante (23/12) 
. Foto: APPolícia indiana tenta conter mulheres que protestam contra estupro coletivo de jovem de 23 anos em ônibus de Nova Délhi (23/12). Foto: APManifestantes em Nova Délhi pedem maior punição contra suspeitos de estuprar estudante em ônibus (22/12). Foto: APEstudantes seguram cartazes pedindo punição aos estupradores de uma estudante durante protesto em Allahabad, Índia (20/12). Foto: APIndianos participam de vigília à luz de velas do lado de fora de hospital onde vítima de estupro coletivo está internada em Nova Délhi (20/12). Foto: APMulheres fazem protesto em frente à casa da chefe de governo do Estado Sheila Dikshit em Nova Délhi, Índia (19/12). Foto: AP


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