Prokopis Pavlopoulos é o novo presidente grego, decide Parlamento

Por Ansa | - Atualizada às

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Candidato do Nova Democracia teve o apoio do partido Syriza, do primeiro-ministro Alexis Tsipras

Prokopis Pavlopoulos, do Nova Democracia, é o novo presidente da Grécia, decidiu o Parlamento do país nesta quarta-feira (18).  

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Com 233 votos a favor, o candidato de 65 anos teve o apoio do partido Syriza, do primeiro-ministro Alexis Tsipras. Com isso, ele substituirá Karolos Papoulias no poder. A escolha do nome foi feita pelo próprio premier que entende que era necessário buscar um nome de consenso para o período de turbulência que o país enfrenta.

 Advertência UE 

O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, voltou a defender a posição dos parceiros da zona do Euro em relação ao refinanciamento da dívida grega.

"No atual programa de ajuda há ainda fundos, mas se a Grécia quer esse dinheiro terá que concluir o programa e as avaliações periódicas para consegui-los", declarou Dombrovskis. Ele ainda advertiu o país sobre os problemas que as empresas enfrentariam no mercado com o fim do acordo.

Prokopis Pavlopoulos, presidente eleito na Grécia
AP
Prokopis Pavlopoulos, presidente eleito na Grécia

"Está claro que a Grécia terá a necessidade mais assistência financeira porque um retorno ao mercado seria complicado. Nós vemos a volatilidade do mercado e várias tendências são preocupantes", destacou.

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As declarações foram uma resposta à intenção do governo de pedir uma prorrogação de seis meses dos financiamentos com a União Europeia. Porém, o país não desistiu dessa prorrogação e continua a negociar com os parceiros da Europa.

Até mesmo os Estados Unidos entraram na situação através de um comunicado do secretário norte-americano do Tesouro, Jack Lew.

Ele chamou o ministro da Economia grega, Yanis Varoufakis, e afirmou que há o risco de "dificuldades imediatas" caso os gregos não cheguem a um acordo. "É preciso encontrar um sentimento construtivo de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com a Europa.Pois, a incerteza não é boa para o continente", destacou.

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