Dinamarqueses homenageiam vítima de atentado a sinagoga em Copenhague

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Dan Uzan prestava serviço voluntário como segurança na sinagoga de Copenhague, quando sofreu o atentado

Agência Brasil

Muitos dinamarqueses prestaram nesta quarta-feira (18) suas últimas homenagens a Dan Uzan, de 37 anos, uma das vítimas dos ataques que chocaram a Dinamarca neste fim de semana. Ele prestava serviço voluntário como segurança na principal sinagoga de Copenhague, em Kristalgade, quando o atentado aconteceu, nas primeiras horas de domingo (15).

Dan Uzan foi enterrado no Cemitério de Mosaic, em Copenhague, nesta quarta-feira (18)
AP Photo/Polfoto, Anthon Unger
Dan Uzan foi enterrado no Cemitério de Mosaic, em Copenhague, nesta quarta-feira (18)

O cemitério que recebeu o cortejo nesta Quarta-Feira de Cinzas, na capital dinamarquesa, teve a segurança reforçada, pois várias autoridades participaram do funeral. Entre elas, a primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning Schmidt.

O rabino Jair Melchior, em suas últimas palavras a Uzan, pediu por mais tolerância. “Eu não tenho uma mensagem para a comunidade muçulmana, eu tenho uma mensagem para todas as pessoas. Temos que fazer diferença, temos que conversar uns com os outros, que conhecer as nossas diferenças. Não temos que ser todos iguais”, disse.

A polícia anunciou formalmente na terça-feira (17), no fim da tarde, a identidade do suposto autor dos atentados, que já tinha sido revelada pela imprensa. Omar El Hussein tinha 22 anos, era nascido em Copenhague, de pais palestinos, e tinha acabado de deixar a prisão, onde cumpria pena por esfaqueamento.

Um relatório do sistema prisional dinamarquês, divulgado em setembro do ano passado, já indicava que o jovem tinha desenvolvido tendências extremistas na prisão. Mesmo assim, o serviço de inteligência disse que não tinha razões para acreditar que ele pudesse cometer atos terroristas. O atirador foi morto pela polícia no domingo (15), depois de uma perseguição em Norrebro, a noroeste da capital.

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Líderes do Venstre, partido liberal de centro-direita da Dinamarca, querem uma investigação mais ampla para apurar se a polícia e o serviço de inteligência poderiam ter feito mais para impedir os ataques.

No café onde aconteceu o primeiro atentado, um evento sobre liberdade de expressão reunia vários artistas, entre eles o cartunista sueco Lars Vilks, que já tinha recebido várias ameaças de morte pela autoria de uma caricatura de Maomé, publicada em 2007. Vilks estava acompanhado de sua guarda pessoal e não foi ferido, mas o cineasta dinamarquês Finn Norgaard, de 55 anos, morreu, e três policiais ficaram feridos.

Veja as imagens do atentado na Dinamarca:

Protesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APA primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, durante ato na capital. Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APPoliciais investigam cena do crime que ocorreu em Copenhagen, Dinamarca. Polícia atingiu e matou suspeito de ter disparado ontem contra um evento sobre liberdade de expressão. Foto: APMovimentação de viaturas na rua que abriga a maior sinagoga de Copenhague, onde três foram baleados neste domingo (15). Foto: Steen A. Jørgenssen/ReproduçãoImagem mostra suspeito de ataque a café durante um ato por liberdade de experessão, neste sábado (14), em Copenhague. Foto: APPolicial armado corre perto da rua onde houve um ataque terrorista em um evento chamado "Arte, blasfêmia e e liberdade de expressão", em Copenhagen, na Dinamarca. Foto: APServiços de emergência se reúnem fora do local onde os tiros foram disparados. Foto: APMídia dinamarquesa informa que os disparos foram contra um café em Copenhagen, onde estava acontecendo o evento "Arte, blasfêmia e liberdade de expressão", organizado pelo artista sueco Lars Vilks, que tem enfrentado ameaças por fazer caricaturas do profeta Maomé, em 2007. Foto: APForças de segurança patrulham o local em que os disparos foram feitos, em Copenhagen. Foto: APEm foto de arquivo, de 3 de janeiro de 2013, o artista sueco Lars Vilks posa para uma fotografia em Nyhamnsläge, Suécia. Tiros foram disparados neste sábado, 14, em um café em Copenhague que estava sediando um evento sobre liberdade de expressão, organizado pelo artista. Ele tem recebido inúmeras ameaças por fazer caricaturas do profeta Maomé. Foto: AP

Na terça-feira (17), em entrevista à imprensa, Vilks disse que os serviços de segurança da Dinamarca subestimaram a escalada da ameaça terrorista desde o atentado ao jornal Charlie Hebdo, de Paris, em janeiro. Ressaltou, ainda, que a polícia poderia estar melhor armada durante os atentados.

Leia tudo sobre: Dinamarcaataque na Dinamarca

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