Serviço de Segurança da Dinamarca reconhece ter sido alertado sobre terrorista

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Morto em perseguição policial, Omar Abdel Hamid El Hussein é o suposto autor dos atentados ocorridos em Copenhague

Agência Brasil

O serviço dinamarquês de Segurança e Inteligência (PET) reconheceu em nota, divulgada nesta terça-feira (17), que foi alertado sobre o risco de que o jovem Omar Abdel Hamid El Hussein, suposto autor dos atentados de Copenhague, tivesse adquirido tendências extremistas durante o período em que ficou preso. 

Imagem de circuito interno mostra Omar Abdel Hamid El-Hussein, suspeito dos ataques
Reprodução/Facebook
Imagem de circuito interno mostra Omar Abdel Hamid El-Hussein, suspeito dos ataques

O Serviço Prisional Dinamarquês (Kriminalforsorgen) relatou ao PET, em setembro do ano passado, que o infrator de 22 anos apresentava indícios de atitudes extremistas enquanto cumpria pena de dois anos por esfaqueamento. El Hussein foi libertado duas semanas antes dos atentados do último sábado (14).

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O chefe da inteligência dinamarquesa, Jens Madesen, confirmou, no domingo (15), que o jovem já estava no radar da polícia. O PET, no entanto, afirma que “não tinha razão para acreditar que o infrator estava planejamento ataques”. Políticos dinamarqueses do Venstre, partido liberal de esquerda, pediram uma investigação mais aprofundada para saber se a polícia e o serviço de inteligência poderiam ter evitado os ataques.

Veja fotos dos ataques e das homenagens que se seguiram a eles na Dinamarca:

Protesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APA primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, durante ato na capital. Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APPoliciais investigam cena do crime que ocorreu em Copenhagen, Dinamarca. Polícia atingiu e matou suspeito de ter disparado ontem contra um evento sobre liberdade de expressão. Foto: APMovimentação de viaturas na rua que abriga a maior sinagoga de Copenhague, onde três foram baleados neste domingo (15). Foto: Steen A. Jørgenssen/ReproduçãoImagem mostra suspeito de ataque a café durante um ato por liberdade de experessão, neste sábado (14), em Copenhague. Foto: APPolicial armado corre perto da rua onde houve um ataque terrorista em um evento chamado "Arte, blasfêmia e e liberdade de expressão", em Copenhagen, na Dinamarca. Foto: APServiços de emergência se reúnem fora do local onde os tiros foram disparados. Foto: APMídia dinamarquesa informa que os disparos foram contra um café em Copenhagen, onde estava acontecendo o evento "Arte, blasfêmia e liberdade de expressão", organizado pelo artista sueco Lars Vilks, que tem enfrentado ameaças por fazer caricaturas do profeta Maomé, em 2007. Foto: APForças de segurança patrulham o local em que os disparos foram feitos, em Copenhagen. Foto: APEm foto de arquivo, de 3 de janeiro de 2013, o artista sueco Lars Vilks posa para uma fotografia em Nyhamnsläge, Suécia. Tiros foram disparados neste sábado, 14, em um café em Copenhague que estava sediando um evento sobre liberdade de expressão, organizado pelo artista. Ele tem recebido inúmeras ameaças por fazer caricaturas do profeta Maomé. Foto: AP

Filho de palestinos, El Hussein nasceu em Copenhague. Ele foi morto no domingo pela polícia, após perseguição no distrito de Norrebro, a noroeste da capital.

Em entrevista a uma agência internacional, nesta terça-feira, o artista e cartunista sueco Lars Vilks, 68 anos, disse que a polícia dinamarquesa subestimou o aumento da ameaça terrorista desde o ataque ao jornal satírico "Charlie Hebdo", em Paris, em janeiro. Ele declarou que a segurança do café, em Osterbro, onde ocorreu o evento "Arte, Blasfêmia e Liberdade de Expressão" não foi reforçada e que a polícia deveria estar mais bem armada.

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Vilks, que já tinha sido ameaçado de morte várias vezes pela autoria de uma caricatura na qual retrata o profeta Maomé como um cachorro, participava do evento no momento em que o jovem entrou no café atirando contra os presentes. O cartunista tinha proteção de policiais que faziam sua guarda pessoal. O cineasta dinamarquês Finn Noorgard, de 55 anos, morreu na hora, e três policiais ficaram feridos.

Cerca de oito horas depois, novos tiros foram registrados em frente à principal sinagoga de Copenhague, em Krystalgade. O segurança da sinagoga, Dan Uzan, 37 anos, morreu, e dois policiais ficaram feridos.

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