Os insurgentes disseram que estão no controle de Debaltseve, mas a informação não foi confirmada pelo Exército ucraniano

Rebeldes pró-Rússia do leste da Ucrânia afirmaram nesta terça-feira (17) terem tomado centro chave de transportes de Debaltseve enquanto enfrentam prazo final para recuar com armas e veículos utilizados nas batalhas contra soldados pró-Kiev.

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Soldados ucranianos sentam sobre veículo em estrada que se estende entre as cidades de Artemivsk, na Ucrânia, e Debaltseve
AP
Soldados ucranianos sentam sobre veículo em estrada que se estende entre as cidades de Artemivsk, na Ucrânia, e Debaltseve

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Os intensos combates desta terça parecem focar em Debaltseve, uma cidade em poder do governo cercado por forças rebeldes que ambos os lados afirmam ser seu reduto durante o cessar-fogo. O problema parece não ter sido resolvido durante acordo por trégua negociado na semana passada pelos líderes da Ucrânia, Rússia, Alemanha e França.

Líderes separatistas disseram por meio de declarações à agência de notícias Donetsk na tarde desta terça-feira que suas forças haviam tirado o Exército ucraniano de Debaltseve, o que passaria o controle sobre a maior parte da cidade aos insurgentes.

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Repórteres da Associated Press viram disparos de artilharia por parte dos soldados ucranianos contra rebeldes em torno de Debaltseve. Trocas de artilharia foram ouvidas na área durante toda a manhã, alguns vindos de lançadores de foguetes Grad. Fontes separatistas indicaram ainda que estão sendo usados morteiros, lança-granadas e armas de fogo.

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Ao menos cinco soldados ucranianos foram mortos e 14 ficaram feridos em combates no leste da Ucrânia. Na segunda, a situação em Debaltseve esteve no centro das negociações de mais alto nível e foi abordada em diversas ligações telefônicas feitas pelo presidente ucraniano, Petro Poroshenko. O líder conversou com o presidente francês, François Hollande, com a chanceler alemã, Angela Merkel, com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

Angela, Putin e Poroshenko decidiram adotar o que chamaram de "medidas concretas" para permitir aos observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa monitorar o cessar-fogo no terreno.

*Com AP e Agência Brasil

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