Dinamarqueses prestam homenagens às vítimas de ataques

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Cidades dinamarquesas como Aarhus, Esbjerg, Horsholm, Svendborg e Odense também lamentaram episódio

Agência Brasil

Milhares de pessoas se reuniram nesta segunda-feira (16) para prestar homenagens às vítimas dos atentados que aconteceram sábado (14), em Copenhague, deixando flores e velas nos locais dos ataques.

Protesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca
AP
Protesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca

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Dinamarca: polícia diz que atirador estava no radar do serviço de inteligência

As homenagens se estenderam a outras cidades dinamarquesas como Aarhus, Esbjerg, Horsholm, Svendborg e Odense. Ainda abaladas com o que aconteceu, as pessoas expressaram tristeza e revolta, e pediram mais tolerância. Foram horas de terror que a Dinamarca não vai esquecer.

No sábado, um homem armado invadiu um café no distrito de Osterbro, a noroeste da capital, e atirou contra os participantes de um evento sobre liberdade de expressão. Entre eles estava o cartunista sueco Lars Vilks, que já recebeu ameaças de morte pela autoria de uma caricatura que retratava o profeta Maomé como um cachorro. Vilks saiu ileso, mas o cineasta Finn Noorgard, de 55 anos, morreu no local, e três policiais ficaram feridos.

Veja imagens dos ataques e das homenagens às vítimas de Copenhagen:

Protesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APA primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, durante ato na capital. Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APPoliciais investigam cena do crime que ocorreu em Copenhagen, Dinamarca. Polícia atingiu e matou suspeito de ter disparado ontem contra um evento sobre liberdade de expressão. Foto: APMovimentação de viaturas na rua que abriga a maior sinagoga de Copenhague, onde três foram baleados neste domingo (15). Foto: Steen A. Jørgenssen/ReproduçãoImagem mostra suspeito de ataque a café durante um ato por liberdade de experessão, neste sábado (14), em Copenhague. Foto: APPolicial armado corre perto da rua onde houve um ataque terrorista em um evento chamado "Arte, blasfêmia e e liberdade de expressão", em Copenhagen, na Dinamarca. Foto: APServiços de emergência se reúnem fora do local onde os tiros foram disparados. Foto: APMídia dinamarquesa informa que os disparos foram contra um café em Copenhagen, onde estava acontecendo o evento "Arte, blasfêmia e liberdade de expressão", organizado pelo artista sueco Lars Vilks, que tem enfrentado ameaças por fazer caricaturas do profeta Maomé, em 2007. Foto: APForças de segurança patrulham o local em que os disparos foram feitos, em Copenhagen. Foto: APEm foto de arquivo, de 3 de janeiro de 2013, o artista sueco Lars Vilks posa para uma fotografia em Nyhamnsläge, Suécia. Tiros foram disparados neste sábado, 14, em um café em Copenhague que estava sediando um evento sobre liberdade de expressão, organizado pelo artista. Ele tem recebido inúmeras ameaças por fazer caricaturas do profeta Maomé. Foto: AP

Cerca de oito horas depois, na madrugada de domingo (15), tiros foram disparados em frente à principal sinagoga de Copenhague, em Kristalgade. O segurança da sinagoga, Dan Uzan, de 37 anos, morreu com um tiro na cabeça e dois policiais ficaram feridos.

O líder da comunidade judaica da Dinamarca, Dan Rosenberg, declarou, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira, que a ameaça terrorista não vai afastar os judeus do país. “Não deixaremos o terror ditar nossas vidas”, disse.

A primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, disse que a nação não aceitará qualquer tentativa de ameaça às suas liberdades e direitos. “A liberdade de expressão é um valor fundamental da sociedade dinamarquesa”.

A polícia anunciou nesta segunda-feira a prisão de dois suspeitos de aconselhar e apoiar o autor dos ataques. A capital continua sob estado de alerta e a segurança foi reforçada em vários pontos da cidade. As investigações continuam para identificar qualquer atividade terrorista organizada no país.

O supeito dos ataques tinha 22 anos, era nascido na capital e conhecido pelos serviços de segurança por seu histórico de assaltos e envolvimento com gangues. Autoridades dinamarquesas acreditam que ele tenha se inspirado nos atentados ocorridos em Paris, em janeiro. O jovem dinamarquês foi morto no domingo, após troca de tiros, ao ser perseguido pela polícia.

Em Brasília, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota na qual o governo brasileiro manifesta a sua consternação e diz que os atentados em Copenhague "representam inaceitáveis ataques à liberdade de expressão e à tolerância religiosa". "O governo brasileiro estende ao governo e ao povo da Dinamarca e aos familiares das vítimas sua solidariedade", diz o Itamaraty, na nota.

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