Tiroteio em seminário com cartunista Lars Vilks deixa um morto em Copenhague

Por AP | - Atualizada às

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Artista sueco enfrenta ameaça por fazer caricaturas de Maomé; vítima, segundo a polícia, era um homem de 40 anos

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Um homem morreu após tiroteio neste sábado (14) em um café em Copenhague onde acontecia uma conferência sobre liberdade de imprensa organizada pelo artista sueco Lars Vilks, que tem enfrentado inúmeras ameaças por caricaturar o profeta Maomé.

Cerca de 30 balas atravessaram a janela do café Krudttoenden e pelo menos duas pessoas foram levadas em macas, incluindo um policial uniformizado. 

Em comunicado, a polícia dinamarquesa disse que está em busca dos criminosos que teriam fugido em um carro logo após o ataque. A vítima fatal, segundo a polícia, é um homem de 40 anos de idade.

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"Eu ouvi alguém disparando com armas automáticas e alguém gritando. A polícia devolveu o fogo e me escondi atrás do bar. Eu me senti surreal, como em um filme", disse Niels Ivar Larsen, um dos palestrantes do evento, ao canal TV2 .

Protesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APA primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, durante ato na capital. Foto: APProtesto contra terrorismo levou milhares às ruas de Copenhague, na Dinamarca, na noite desta segunda-feira (16). Foto: APPoliciais investigam cena do crime que ocorreu em Copenhagen, Dinamarca. Polícia atingiu e matou suspeito de ter disparado ontem contra um evento sobre liberdade de expressão. Foto: APMovimentação de viaturas na rua que abriga a maior sinagoga de Copenhague, onde três foram baleados neste domingo (15). Foto: Steen A. Jørgenssen/ReproduçãoImagem mostra suspeito de ataque a café durante um ato por liberdade de experessão, neste sábado (14), em Copenhague. Foto: APPolicial armado corre perto da rua onde houve um ataque terrorista em um evento chamado "Arte, blasfêmia e e liberdade de expressão", em Copenhagen, na Dinamarca. Foto: APServiços de emergência se reúnem fora do local onde os tiros foram disparados. Foto: APMídia dinamarquesa informa que os disparos foram contra um café em Copenhagen, onde estava acontecendo o evento "Arte, blasfêmia e liberdade de expressão", organizado pelo artista sueco Lars Vilks, que tem enfrentado ameaças por fazer caricaturas do profeta Maomé, em 2007. Foto: APForças de segurança patrulham o local em que os disparos foram feitos, em Copenhagen. Foto: APEm foto de arquivo, de 3 de janeiro de 2013, o artista sueco Lars Vilks posa para uma fotografia em Nyhamnsläge, Suécia. Tiros foram disparados neste sábado, 14, em um café em Copenhague que estava sediando um evento sobre liberdade de expressão, organizado pelo artista. Ele tem recebido inúmeras ameaças por fazer caricaturas do profeta Maomé. Foto: AP


Helle Merete Brix, uma dos organizadoras do evento, disse à Associated Press que Vilks estava na reunião, mas não ficou ferido. 

"Eu vi um homem mascarado que passou correndo", disse ela."Considero isso claramente como um ataque ao Lars Vilks", acrescentou.

O café no norte de Copenhagen, conhecido por seus concertos de jazz, recebia o evento intitulado "Arte, da maledicência e da liberdade de expressão", quando os tiros foram disparados.

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O jornal Berlingske disse um espectador ficou gravemente ferido e três policiais ficaram levemente feridos. 

François Zimeray, o embaixador francês na Dinamarca, que estava na conferência, twittou que estava "ainda está vivo."

Lars Vilks

Em foto de arquivo, de 3 de janeiro de 2013, o artista sueco Lars Vilks posa para uma fotografia em Nyhamnsläge, Suécia
AP
Em foto de arquivo, de 3 de janeiro de 2013, o artista sueco Lars Vilks posa para uma fotografia em Nyhamnsläge, Suécia

Vilks, o artista sueco de 68 anos, tem enfrentado várias tentativas de ataques e ameaças de morte depois de ter representado o profeta Maomé como um cão em 2007.

Uma mulher da Pensilvânia, no ano passado obteve uma pena de prisão de 10 anos acusada de um complô para matar Vilks. Em 2010, dois irmãos tentaram queimar a sua casa no sul da Suécia e foram presos por tentativa de incêndio.

Depois de militantes islâmicos atacaram a revista satírica Charlie Hebdo em Paris no mês passado, matando 12 pessoas, Vilks disse à AP que tem recebido menos convites para dar palestras. 

Assista: Vídeo mostra ataque em sede de revista em Paris

Vilks também disse que pensou que o serviço de segurança da Suécia SAPO, que implanta guarda-costas para protegê-lo, iria intensificar a segurança em torno dele.

"Isso vai criar medo entre as pessoas em um nível totalmente diferente do que estamos acostumados", disse ele. "Charlie Hebdo foi um pequeno oásis. Poucos são ousados como eles foram."

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