Ela afirmou que a Dinamarca foi alvo de “ato de violência cínica”; ataque matou uma pessoa em Copenhagen

Agência Brasil

A primeira-ministra dinamarquesa classificou hoje (14) o tiroteio de Copenhague como um “ataque terrorista”. Ela afirmou que a Dinamarca foi alvo de “ato de violência cínica”, de acordo com a agência francesa AFP. "Tudo leva a crer que o tiroteio tenha sido um atentado político, e, consequentemente, um ato terrorista”, disse Helle Thorning-Schmidt.

Antes, a polícia dinamarquesa tinha atribuído a mesma classificação ao atentado que provocou, na tarde de hoje, a morte de um homem e feriu pelo menos três policiais que se encontravam no local em que ocorria um debate sobre islamismo e liberdade de expressão

A polícia dinamarquesa procura os dois suspeitos da autoria do ataque, já tendo encontrado abandonado e vazio o carro, de modelo Volkswagen Polo, que teria sido usado na fuga.

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O ataque ao centro cultural onde ocorria o debate Arte, Blasfêmia e Liberdade de Expressão contava com a presença do embaixador de Paris em Copenhague, François Zimeray, e do cartunista sueco Lars Vilks, autor de uma caricatura de Maomé publicada em 2007, que provocou forte contestação da comunidade islâmica.

O episódio de 2007, que tinha como base o trabalho de Vilks, seguiu-se à polêmica que envolveu o diário dinamarquês Jyllands-Posten que, em setembro de 2005, publicou 12 caricaturas de Maomé, consideradas ofensivas pela comunidade islâmica.

De acordo com a imprensa dinamarquesa, Lars Vilks seria o alvo do ataque de hoje. Nem o embaixador, nem o cartunista foi atingido pelos disparos.

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Paris também já classificou oficialmente o atentado como ataque terrorista. "Condeno com a maior firmeza este atentado", afirmou em comunicado Laurent Fabius, ministro dos Negócios Estrangeiros francês.

O ministro francês da Administração Interna, Bernard Cazeneuve, deverá viajar “o mais rápido possível” para a Dinamarca, a fim de para recolher informações sobre o ataque, informou o presidente François Hollande, em comunicado. Ele declarou “toda a solidariedade” do seu país à primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt.

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