Venezuela prende cinco militares sob suspeita de envolvimento em golpe de Estado

Por Agência Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Presidente disse que oficiais detidos tinham instruções para gravar vídeo de um "general golpista, que está preso e julgado"

Agência Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou nesta sexta-feira (13) que cinco oficiais da Força Aérea foram detidos pelas autoridades, por suspeita de envolvimento em plano para um golpe de Estado com o apoio de vários opositores.

Dia 8: Unasul tenta aproximar Venezuela e Estados Unidos

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, à esq., a ministra da Defesa, Carmen Melendez, centro, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em cerimônia em Caracas (27/10)
AP
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, à esq., a ministra da Defesa, Carmen Melendez, centro, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em cerimônia em Caracas (27/10)

Dia 5: Procuradora da Venezuela anuncia processo judicial contra os Estados Unidos

"Desmantelamos um atentado golpista contra a democracia, contra a estabilidade da nossa pátria. Trata-se de nova tentativa de usar um grupo de oficiais da Força Aérea para provocar ato violento, um atentado, um ataque", disse.

Em declarações ao canal estatal Venezuelana de Televisão, Maduro disse que os cinco oficiais detidos tinham instruções para gravar vídeo de um "general golpista, que está preso e julgado", para depois, "com um avião Tucano, bombardear o palácio do governo", as sedes dos ministérios da Defesa, do Interior e da Justiça, e do canal de televisão Telesul.

"Todos os oficiais envolvidos estão presos e prestam depoimentos. "Pagaram-lhes em dólares, foram ativados, deram-lhes uma missão e vistos norte-americanos", acrescentou, ao denunciar o envolvimento dos Estados Unidos na conspiração.

Nicolás Maduro instruiu os seus simpatizantes para que, caso "lhe aconteça algo", derrotem o golpe de Estado com uma ofensiva cívico-militar.

"Estão autorizados a radicalizar a revolução até o nível máximo que jamais conhecemos", concluiu.

Leia tudo sobre: venezuelamaduromilitaresgolpe de estado

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas