Cristina Kirchner é indiciada por substituto de promotor morto na Argentina

Por Ansa | - Atualizada às

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Gerardo Pollicita fez a acusação após analisar um documento de até 300 páginas deixado pelo antecessor, Alberto Nisman

O promotor Gerardo Pollicita, que substituiu Alberto Nisman, morto no mês passado, acusou formalmente a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, por supostamente ter acobertado suspeitos iranianos de realizar o ataque a um centro judaico em Buenos Aires em 1994.

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Cristina Kirchner disse em rede nacional que não aceitará pressões contra ela e seu governo (27/01)
Reuters
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Ele também indiciou o chanceler, Héctor Timerman, assim como outros colaboradores da mandatária. Pollicita fez a acusação após analisar um documento de mais de 300 páginas deixado pelo antecessor. A presidente havia sido denunciada por Nisman poucos dias antes de sua morte.

O secretário-geral da Presidência, Aníbal Fernández, disse que esta se trata de uma "manobra de desestabilização democrática" e que a acusação "não tem nenhum valor ou importância" em termos judicais.

Histórico

Nisman era o principal condutor de uma investigação sobre o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que deixou 85 mortos e mais de 300 feridos.

Antes de morrer, em circunstâncias ainda não esclarecidas, ele havia acusado Cristina de "decidir, negociar e organizar um plano de impunidade e acobertar os foragidos iranianos acusados pela explosão, com o objetivo de fabricar a inocência do Irã".

De acordo com o magistrado, a manobra teve início cerca de dois anos antes da assinatura do Memorando de Entendimento com Teerã, em 2013, e contou a participação de outros políticos. Nisman disse que as instruções partiram da própria presidente e que os motivos eram comerciais, como intercâmbio de petróleo e grãos.

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