ONU aprova resolução para bloquear financiamento de grupos jihadistas

Por Agência Brasil * | - Atualizada às

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Resolução foi apresentada pela Rússia e tem a chancela de outros 37 países, entre os quais os que combatem diretamente o grupo extremista Estado Islâmico na Síria e no Iraque

Agência Brasil

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou por unanimidade uma resolução para bloquear o financiamento de grupos jihadistas, que obtêm milhões com contrabando de petróleo, tráfico de antiguidades e resgates pagos pela libertação de reféns, nesta quinta-feira (12).

Veja os estrangeiros que foram brutalmente assassinados pelo Estado Islâmico:

Kayla Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: APEstado Islâmico divulga vídeo onde suposto piloto jordaniano é queimado vivo em gaiola, no dia 3 de fevereiro. Foto: Reprodução/TwitterO jornalista japonês Kenji Goto foi morto pelos extremistas do Estado Islâmico no dia 30 de janeiro. Ele havia viajado para a Síria visando libertar o refém Yukawa. Foto: APImagem obtida por meio de vídeo do Estado Islâmico mostra o japonês Haruna Yukawa (à dir.), que foi decapitado em 24 de janeiro. Ele foi à Síria por ser fascinado por guerras. Foto: APO americano Peter Kassig foi identificado como o homem decapitado pelo Estado Islâmico em 16 de novembro de 2014. Ele era voluntário na Síria. Foto: ReutersNo dia 3 e outubro de 2014, o voluntário inglês Alan Henning foi decapitado pelos terroristas do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/YoutubeVídeo mostra decapitação do refém britânico David Haines, que era voluntário na Síria e foi morto em 13 de setembro de 2014. Foto: ReutersImagem feita a partir de vídeo postado na internet pelo Estado Islâmico mostra jornalista americano Steven J. Sotloff antes de ser decapitado, no dia 2 de setembro de 2014. Foto: APInsurgentes do grupo jihadista Estado Islâmico divulgaram a decapitação do jornalista americano James Foley em 19 de agosto de 2014. Foto: Reprodução/Youtube

A resolução foi apresentada pela Rússia e teve a chancela de 37 países, entre os quais os países que combatem diretamente o grupo extremista Estado Islâmico na Síria e no Iraque, como Síria, Estados Unidos, Reino Unido, França, Iraque, Irã e Jordânia.

O texto prevê sanções a quaisquer indivíduos ou entidades que adquiram petróleo do Estado Islâmico ou de outros grupos jihadistas, como a Frente Al-Nusra, vinculada à Al-Qaeda.

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A resolução também apela aos 193 países-membros da ONU para que tomem “passos apropriados” para impedir o comércio de propriedade cultural do Iraque e da Síria, e frisa que os governos de todo o mundo devem “impedir os terroristas de se beneficiarem, direta ou indiretamente, do pagamento de resgates ou de concessões políticas” para garantir a libertação de reféns.

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O projeto inicial, apresentado pela Rússia, centrava-se no contrabando de petróleo, mas negociações posteriores permitiram incluir outras importantes fontes de renda.

Um relatório da equipe da ONU, de monitorizamento da Al-Qaeda, divulgado em novembro, estimava que os jihadistas obtêm entre US$ 850 mil e US$ 1,65 milhão por dia com a venda ilegal de petróleo a intermediários privados.

*Com Agência Lusa

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